Durante mais de duas décadas, o ex-deputado Tadeu Filippelli foi o controlador do MDB brasiliense, primeiro como braço político do então governador Joaquim Roriz e, depois do afastamento de Roriz, como homem de confiança do também deputado Michel Temer.
Acompanhou Temer ao Planalto quando ele substituiu Dilma. Na capital, chegou a vice-governador, na administração petista de Agnelo Queiroz.
Abriu as portas do MDB ao então candidato Ibaneis Rocha, mas, a partir daí, afastou-se durante algum tempo.
Acaba de reaparecer no quadro político ao assumir o cargo estratégico de diretor-técnico da Usina Hidrelétrica de Corumbá IV. Filippelli foi eleito para a função no primeiro dia de julho, após indicação da Companhia Energética de Brasília, a CEB, acionista da empresa.
O político substituiu Kim Parente Currlin Perpétuo e terá mandato de três anos, com remuneração de R$ 19,6 mil, mais adicional de periculosidade de 30%.
A Corumbá Concessões tem, entre os acionistas, empresas públicas ligadas ao Governo do Distrito Federal, como a CEB, o BRB, a Terracap e a Caesb, além de companhias privadas.
A nomeação ocorreu em meio à reaproximação do MDB com a governadora Celina Leão, do PP.