Um diálogo entre o Papa e o líder nacional do MST, João Pedro Stedile, revoltou a senadora brasiliense Damares Alves. Em evento ocorrido em Verona, na Itália, Stédile discursou para o pontífice e disse ter levado “um abraço forte de todos os sem terra do Brasil ao Papa”, além de ler um verso escrito pelo bispo Dom Pedro Casaldáliga: “Malditas sejam todas as cercas. Malditas todas as propriedades privadas que nos privam de viver e de amar”.
Damares está indignada. “Essa declaração é gravíssima, pois perde toda e qualquer narrativa deste movimento de que combatem apenas as propriedades improdutivas; ao contrário, eles estão contra toda e qualquer propriedade privada”, disse a senadora.
Para Damares, o MST e seus dirigentes querem colocar em risco o principal motor da nossa economia, o agronegócio. Querem guerra no campo. “O Senado precisa se pronunciar a respeito enquanto instituição e eu vou apresentar pedido de registro de uma nota de repúdio”, ameaçou.
Damares registrou que somente no primeiro ano do governo de Lula foram registradas mais invasões de terra do que em todo o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ela fez as contas: “De 2019 a 2022, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que houve 62 ocupações, 12% a menos do que no ano passado, quando foram registradas 71 invasões – crescimento de 208% em comparação a 2022, que teve 23. Ainda por cima, a CNA, que representa o agronegócio, espera que o registro de invasões de terra aumente em 2024.