Veterana de campanhas eleitorais e habituada ao uso dos palanques, a deputada brasiliense Érika Kokay, do PT, mostrou nesta segunda-feira como não existem atos isolados em campanhas eleitorais.
Ela aproveitou uma baixaria cometida pelo senador Magno Malta, do PL, contra enfermeira que o atendia no hospital DFStar para transformá-la em uma questão política ideológica.
Só para lembrar, Magno Malta deu um tapa na enfermeira que errou ao abastecer um cateter, deixando que o líquido de contraste vazasse.
Ainda por cima, a chamou de “imunda”.
Poderia ser uma simples grosseria do senador, que depois alegaria estar em surto.
Mas Érika Kokay aproveitou para transformar o ato em uma agressão “a todas as mulheres”, ainda por cima “junto ao Dia das Trabalhadoras”.
E seguiu em frente.
A agressão e o insulto, disse, não foram apenas de um senador bolsonarista.
Afinal, completou, “o bolsonarismo é machista, é misógino, é violento”.
Pronto, criou-se um ato político.