Entrou esta semana em discussão na Comissão de Educação do Senado projeto do senador brasiliense Izalci Lucas que torna obrigatória a educação financeira no ensino básico. O intuito da proposta é combater a falta de conhecimento e o endividamento no futuro.
O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para proporcionar aos estudantes a oportunidade de adquirir uma base sólida de conhecimentos financeiros na escola.
A proposta inclui a educação financeira como tema transversal nos currículos da educação básica. Só para lembrar, temas transversais não constituem disciplinas à parte, mas são colocados nos parâmetros curriculares com saúde, meio ambiente, orientação sexual ou pluralidade cultural.
“O que acontece hoje é que realmente nossos alunos não têm noção da questão financeira. Nós não temos poupança no Pais e o próprio governo não aplica corretamente a questão da administração financeira, basta ver o nosso Orçamento federal”, explica o senador brasiliense.
Para Izalci, “o que a gente realmente sente falta na educação básica são noções de educação financeira, pois a parte que mais dói no corpo humano é o bolso e se tem que mexer no bolso para que as pessoas sejam convencidas — afirmou Izalci.
Como funcionaria
A proposta não prevê a criação de uma disciplina específica para esse assunto, o tema deverá ser abordado em sala pelos professores das matérias tradicionais durante as aulas. Izalci lucas aponta que é importante tratar na escola de conceitos básicos como a importância de poupar, planejar e gerenciar o dinheiro de forma eficiente, além de ensinar sobre como tomar decisões financeiras inteligentes, como investir, fazer empréstimos e lidar com dívidas.
“Os alunos precisam entender um pouco mais o que é poupança, a importância de poupar, a importância de não gastar mais do que receber. Têm de ter noção financeira para poder tocar a sua vida. Isso é importante no próprio conteúdo, ou seja, transversalmente, ensinando português e ao mesmo tempo as questões do conteúdo de administração financeira”, explica.