Deve-se ao deputado cearense Mauro Benevides Filho o sinal de alarme que interrompeu uma das maiores garfagens de dinheiro já surgidas no Congresso.
Principal tributarista da Câmara, Mauro Filho constatou acabar de entrar em pauta um projeto de lei permitindo que autorizaria todos os bancos a entrarem automaticamente no saldo de clientes, em caso de não pagamento de dívidas, caso não pagassem no prazo de até 30 dias, após o vencimento.
Em Português claro, autorizavam-se os bancos a procederem a confisco. Simplesmente o banco entraria na conta e o dinheiro sumia. Valeria até mesmo para o Fundo de Garantia, propriedade pessoal do trabalhador. Mauro Filho deu o alarme e houve gritaria geral tanto entre os deputados como os senadores. Pior de tudo, o projeto iria tramitar em regime de urgência.
Ou seja, não fosse o alarme e o bancos poderiam ganhar o direito de confisco. Diante do susto geral, o autor do projeto, deputado Hugo Motta, pediu para retirar o texto da pauta. Mas o risco permanece por lá — alguém ainda pode pedir o retorno do projeto.