Mesmo reeleito com 26.433 votos, que lhe garantiram o 19º lugar e uma folga de seis mil votos acima do mínimo indispensável, o distrital João Hermeto (foto) surpreendeu nesta terça-feira, 20, ao anunciar que não disputará nova reeleição.
“Considero três mandatos suficientes e pretendo construir um projeto político mais amplo para as próximas eleições”, avaliou o distrital, que é do MDB.
O caminho natural para um distrital que quer ascender na política é disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Seis dos oito atuais integrantes da bancada federal brasiliense foram distritais. Mas Hermeto evitou precisar qual será seu objetivo eleitoral.
Para chegar à Câmara Legislativa, Hermeto partiu de um nicho na Polícia Militar, da qual é integrante, mas constituiu um núcleo forte em Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Riacho Fundo. Ganhou musculatura e foi líder do governo Ibaneis, mas não conseguiu chegar à presidência do Legislativo local.
Hermeto sinalizou que pretende usar os quatro anos de seu novo mandato para ampliar a presença política. Hoje, sua principal bandeira é a segurança pública, além de benefícios governamentais para suas regiões de influência. Agora, quer ampliar sua ação para outras áreas da capital e buscar mais investimentos sociais. Afinal, ele deixa claro que nem pensa em aposentadoria política.
Recomposição da Câmara já começa com encrenca
Dentro das negociações para a escolha da nova Mesa Diretora e a distribuição dos demais cargos, a ida de Eduardo Pedrosa para a presidência está ganhando espaço. Claro que nada se decide de verdade antes de encerrado o segundo turno das eleições, pois a definição do Buriti é condição para todo o resto. Mas, entre os distritais, as conversas correm soltas.
Havia a disposição, por exemplo, para que a Comissão de Educação e Cultura ficasse com um novato, a ser escolhido entre dois bolsonaristas-raiz, Victor Jansen, do PL, e Estefane Sampaio, do Republicanos.
Foi aí que a coisa se complicou, com uma intervenção de Estefane em uma escola pública do Gama, o CED 6, em torno da encrenca entre uma professora e um aluno que se queixou de assédio por motivos de doutrinação política, conforme revelado pela coluna.
O distrital reeleito Gabriel Magno, do PT, revoltou-se, alegando que existem procedimentos estabelecidos na rede de ensino para apurações sobre esse tipo de caso. Pensa, inclusive, em apresentar uma notícia-crime ao Ministério Público. Pode não ter consequências, mas o clima azedou.