Entrou na agenda da Câmara Legislativa projeto do distrital Thiago Manzoni que cria um “Dia da Memória das Vítimas” no calendário de eventos do Distrito Federal. Mais exatamente, Manzoni se refere a vítimas do comunismo.
Escolheu a data de 4 de junho foi escolhida por ser o dia em que o mundo relembra o Massacre na Praça da Paz Celestial, que consistiu na repressão do governo da República Popular da China às manifestações populares pacíficas ocorridas em Pequim no ano de 1989, por meio do emprego da força militar.
A ofensiva matou cerca de 2 mil civis. O distrital assegura que “desde o início do século XX, a humanidade pode observar diversas experiências comunistas serem empreendidas ao redor do mundo, de forma a, debaixo do manto da busca pela igualdade social e pelo fim da exploração econômica do capital sobre os trabalhadores, ascenderem ao poder e proporcionaram verdadeiros massacres à sua população”.
Chega a listar os casos. Foi assim no Regime do Khmer Vermelho no Camboja, em que, em busca de uma utopia agrária comunista aproximadamente um quarto da população foi morta em apenas quatro anos de governo.
Outro exemplo é o genocídio promovido pelo ditador Stalin, na extinta União Soviética, que, de 1932 a 1933, provocou a morte de quase 4 milhões de ucranianos, no que ficou conhecido como Holodomor. Ou ainda na China de Mao Zedong, em que, entre a década de 50 e 60, aponta-se que quase 45 milhões morreram de fome.