Previsivelmente, distritais de esquerda se opuseram às medidas de combate à violência nas escolas do Distrito Federal anunciadas, esta semana, pela Secretaria de Educação do DF.
Deputados do PT e do PSOL criticaram tanto a aquisição de detectores de metais como a contratação de serviços de reconhecimento facial pela pasta. Em geral, eles preferem, por razões óbvias, que se contratem mais porteiros, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais nas escolas públicas do DF.
Não é o que mostra um levantamento, ainda informal, feito por pais de alunos em quatro regiões administrativas do Distrito Federal. De acordo com esse levantamento, 82% dos pais de alunos ouvidos apoiam a medida. Eles ouviram também 22 dos 24 deputados distritais. Deles, cinco são contra, mas 17 são a favor. Dois não chegaram a ser localizados.
Fora da obscuridade
Antes quase ignorado pelo Buriti, como peixe pequeno, o distrital Gabriel Magno forçou a mão nas críticas ao atendimento da saúde, principalmente por conta da dengue.
Na semana passada, virou alvo de governistas. O primeiro a acusar Gabriel foi Hermeto. Depois apareceram Thiago Manzoni, Roriz Neto, o pastor Daniel, o líder do governo Robério e, por fim, Iolando Almeida. Parece que a ideia não foi boa.
A bancada do PT, até então desunida, teve que se mobilizar em torno do distrital para apoiá-lo. Acabou repercutindo entre as várias correntes internas do PT, que antes o ignoravam. Para Gabriel Magno, melhor que isso, só mais disso.