Presidente do PDT brasiliense, a senadora Leila Barros participa de todas as reuniões de partidos de esquerda que pretendem enfrentar o grupo que atualmente controla o Buriti, ainda que saiba das dificuldades da unificação dessa esquerda.
Até hoje, não se sabe se o PT cobrará a cabeça de chapa, se essa cabeça de chapa será mesmo o ex-distrital Leandro Grass ou se o próprio Lula preferirá o ex-interventor Ricardo Cappelli, que vem trabalhando muito.
Pois eis que Leila Barros faz uma visita formal ao presidente do PRD, Lucas Kontoyanis, para discutir, oficialmente, a necessidade de fortalecimento de políticas públicas das áreas prioritárias da senadora.
Leila também falou da importância de partidos que compartilham de uma visão progressista para o futuro do Distrito Federal.
Surge aí uma dúvida atroz. O PRD é um micropartido nascido dos cacos do outrora poderoso PTB, que, na eleição passada, não elegeu praticamente ninguém. Na capital, conta apenas com um deputado distrital, que já anunciou sua saída.

E, para complicar, anda grudado na candidatura governamental de José Roberto Arruda, adversário histórico do bloco das esquerdas.
De qualquer forma, Izalci já foi avisado de que o PL não apoiará Arruda. Com isso, a tendência é tanto o senador quanto o deputado Alberto Fraga deixarem o partido.
Marina também no jogo
Fica o registro de que o desalinho do PDT não fica por aí. Acaba de receber personagens para lá de polêmicos, como a família Requião, do Paraná.
E seu presidente, Carlos Lupi — aquele que saiu do governo Lula após o escândalo do INSS — anda encantado com a possibilidade de filiar a ministra Marina Silva, que deixará a Rede após derrota interna para a rival Heloísa Helena.
Juntando tudo, dá uma salada difícil de entender.