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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Delação ganhará peso político inesperado

Mas sabe também que Celina não erra quando diz que, em período eleitoral, pode aparecer qualquer tipo de coisa em uma delação premiada.

Eduardo Brito

05/05/2026 18h34

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Paulo Henrique Costa crédito ASCOM/BRB

Todo o Banco de Brasília sabe que a governadora Celina Leão fala sério quando diz que não tinha e não tem qualquer relação com o antigo presidente do banco, Paulo Henrique Costa.

Mas sabe também que Celina não erra quando diz que, em período eleitoral, pode aparecer qualquer tipo de coisa em uma delação premiada.

No caso, essa delação deverá ter um peso político especial: Paulo Henrique (foto) não pode se dar ao luxo de apresentar algo de insosso, pois suas declarações competirão, em termos de opinião pública e de reflexos eleitorais, com as de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e do cunhado dele, Fabiano Zettel, que sabia de tudo no negócio.

Para complicar, quem está cuidando da delação premiada de Paulo Henrique é Eugênio Aragão.

Procurador de carreira, Eugênio Aragão foi ministro da Justiça de Dilma já no final de seu governo e nunca escondeu sua lealdade aos caciques petistas.

Como já está claro que nem Congresso, nem Planalto permitirão que se crie uma CPI do Master, as delações de Vorcaro, Zettel e de Paulo Henrique definirão os efeitos políticos do caso.

As eleições ocorrerão só daqui a cinco meses, mas a pauta já começa a ser preparada.

Graças ao BRB e a Paulo Henrique, a política brasiliense terá espaço em todos os palcos nacionais.

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