Além de apresentar mais um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, a senadora brasiliense Damares Alves, do Republicanos, propôs, nesta quarta-feira, 2, uma obstrução total no Senado.
“Não vamos votar nenhuma emenda constitucional ou projeto de lei até que o ministro Alexandre de Moraes renuncie ou sofra impeachment, pois as denúncias sobre redação do contrato de R$ 131 milhões com a mulher dele e a blindagem institucional são inadmissíveis”, sugeriu Damares.
No pedido de impeachment, Damares pede também que o Senado convoque, para depoimento, tanto Moraes quanto o banqueiro Daniel Vorcaro, o procurador-geral Paulo Gonet e a advogada Viviane Barci de Moraes.
Na petição, a senadora argumenta que ninguém está acima da lei e acusa o ministro de atuar nos bastidores para “advogar interesses privados”.
Em tempo: como o Congresso entra em recesso branco por um mês após as sessões desta quinta-feira, 3, é até possível que alguém acredite que a greve agora proposta esteja dando certo.
Apoios imediatos
Para se ter ideia do clima no Senado, assim que Damares apresentou o novo pedido de impeachment, mais três senadores — Esperidião Amin, a ex-ministra Tereza Cristina e Plínio Valério — também o assinaram.
Em 20 minutos, os apoios já estavam em 14, incluindo Mara Gabrilli, que votava com o governo Lula.