A senadora brasiliense Damares Alves, do Republicanos, avisou que não se considera rompida com o também senador Flávio Bolsonaro, o presidenciável de seu grupo político. Damares admite que esse grupo enfrenta um cenário de divisão interna causada por ataques direcionados de influenciadores digitais. Foi por isso que, em um apelo direto aos seus aliados políticos, Damares cobrou o fim do que chamou de “fogo amigo” na condução política do grupo.
“Eu queria dizer para esse exército da direita: parem de atacar os seus soldados”, afirmou a senadora. Mas, na visão dela, não se trata de atos inocentes. Damares levantou suspeitas sobre o financiamento de campanhas difamatórias direcionadas a lideranças conservadoras.
Em português claro, acha que há gente lucrando com a discórdia. “Quem está financiando tudo isso? A quem interessa essa fragilidade da direita? Será que tem dinheiro envolvido nesses ataques todos?”, indagou. De todo jeito, a sua tese é de que isso tem de ser ultrapassado.
Conflitos à parte, diz, “o Flávio Bolsonaro ainda é o meu pré-candidato. Ele é o indicado pelo presidente Bolsonaro e eu sou do time”, destacou.
Candidata preferencial, mas não para o Senado
Com a saída do ex-governador Ibaneis Rocha, abriu-se caminho para pacificar a chapa majoritária da governadora Celina Leão, ficando as duas vagas do Senado para o PL, com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis. Só que se esboçou, entre os próprios bolsonaristas, uma tentativa de lançar para o cargo a ex-ministra Cristiane Brito.
Ela foi a sucessora de Damares Alves no Ministério da Mulher e, filiada ao Republicanos, definida como candidata preferencial desse grupo político à Câmara dos Deputados. Só que a manobra nasceu morta. Foi fuzilada pelo próprio Republicanos.
O deputado Júlio Cesar Ribeiro avisou que o partido não está pleiteando a vaga e, se estivesse, teria dois candidatos naturais, os já deputados Fred Linhares, campeão de votos, e o próprio Júlio Cesar, que vai para o terceiro mandato. Além do mais, Cristiane já foi indicada para a Câmara dos Deputados e prevalece no partido o princípio de que, uma vez referendada a indicação, o candidato não será deslocado para outra vaga.