Falharam, há mais de três meses, duas tentativas das direções nacionais do PT e do PSB para desenhar um acordo entre as chapas partidárias na capital. O PSB sugeriu que o próprio Planalto interferisse na decisão do PT brasiliense para endossar Ricardo Cappelli.
Alegam que o PSB não conta com cabeça de chapa relevante em qualquer ponto do país e que o perfil do eleitor brasiliense torna Cappelli mais atraente do que um petista mais ortodoxo. Assim, propôs que o PT fizesse o mesmo que no Rio Grande do Sul, onde retirou seu candidato, Edegar Pretto, para apoiar Juliana Brizola, do PDT, que pontua bem melhor nas pesquisas.
A direção nacional do PT recusou. Entretanto, ainda pode fazer um aceno de última hora. As perspectivas não são promissoras. O PT brasiliense afirma que seu indicado, Leandro Grass, está identificado com a militância partidária e que ele pontua bem nas pesquisas.
De seu lado, o PSB sabe que seus candidatos a deputado enfrentam violenta oposição dos petistas, que simplesmente não votariam neles. De quebra, alegam que Grass teria dificuldades para ampliar seu eleitorado além do segmento tradicionalmente identificado com o PT.
Ideias que não pegam
Se as negociações forem retomadas, uma ala do PT nacional pensa em oferecer duas concessões ao PSB. Poderiam renegociar a vice de Grass, hoje com o PSOL, para oferecê-la a Dayse Amarílio, única distrital do PSB.
Ricardo Cappelli poderia ser indicado ao Senado. Aí a chapa teria três competidores internos para duas vagas. O PSB já deixou claro que não aceita nada disso.
Existe, porém, uma possibilidade de que o PDT não fique na chapa. Nesse caso, restariam dois candidatos, Érika Kokay e Cappelli.
A história toda soa mal para o PSB, com a agravante de que a composição com a senadora Leila Barros, do PDT, vem do início do processo e já está consolidada.