De surpresa, a CPI que a oposição tenta instalar sobre a saúde no DF conseguiu uma sétima assinatura. O distrital Jorge Vianna, do PSD, apoiou no início da tarde desta quarta-feira a instalação da comissão. Com isso, faltava apenas uma assinatura para que a criação da CPI atingisse o mínimo indispensável. Isso ficou por conta da distrital Paula Belmonte, que não integra a bancada da oposição, mas é hostil ao Buriti.
Ela assinou no início da noite. Mesmo assim, o governo ainda não está nada preocupado. É que as CPIs obedecem a uma fila. Só duas podem funcionar ao mesmo tempo. E outras três já estão nessa fila, a da sonegação fiscal, da poluição do rio Melchior e a do feminicídio.
Com isso, mesmo com a CPI da Saúde chegando à oitava assinatura, precisará esperar as outras três, das quais duas vêm desde o ano passado. É até possível furar a fila, mas para isso seriam necessárias 13 assinaturas, o que mesmo o mais otimista dos oposicionistas acha impossível na prática.
Aviso a Ibaneis
Presidente do PSD, o partido de Jorge Vianna, o ex-senador Paulo Octávio não é simpático a CPIs, mas não foi ouvido antes.
Após assinar, Vianna disse a Paulo Octávio que procurou o governador Ibaneis Rocha pela manhã para avisar-lhe de que sua base política – o distrital é enfermeiro – cobrava-lhe uma posição.
Se fosse em outra área, não assinaria a CPI. Ibaneis está consciente, porém, de que a existência de outros pedidos dificulta, se não impede, que essa outra se instale.