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Corrida às vacinas

Só para lembrar, o índice diário de transmissão passou agora de 2.0, o que significa que o número de casos tende a dobrar a cada 24 horas

Por Eduardo Brito 12/01/2022 5h00
Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

A reunião entre o governador em exercício Paco Britto (foto) com equipes das Secretarias de Saúde e de Educação serviu para uma avaliação do cenário da expansão da variante Omicron, que é considerada “muito preocupante” por ele. A reunião foi acompanhada de longe pelo governador Ibaneis Rocha. O foco foi a vacinação, vista como a resposta mais viável. Só para lembrar, o índice diário de transmissão passou agora de 2.0, o que significa que o número de casos tende a dobrar a cada 24 horas.

Imunização deve começar domingo

Já está acertado que a nova vacinação, destinada a crianças e adolescentes, começará no domingo, dia 16, alcançando de imediato a faixa de 11 anos. O problema é o ritmo das imunizações, pois tudo depende do Ministério da Saúde, que promete para esta quarta-feira, 12, uma súmula sobre o atendimento às reivindicações de estados e prefeituras. Como a coluna antecipou antes, já são mais de 2 mil os municípios que cobram medidas urgentes do Ministério, além de praticamente todos os governos estaduais.

Proporção

O Distrito Federal deve receber apenas 1,3 por cento das vacinas distribuídas pelo governo federal, de compra feita à Pfizer. É possível que a própria Pfizer aumente as entregas ao País, mas ainda se desconhece quando isso poderá ocorrer. Na proporção atual, só estariam garantidas as vacinas para a faixa dos 11 anos.

AstraZeneca

Uma esperança adicional é que a Anvisa libere a aplicação da vacina AstraZeneca para os adolescentes. Isso resolveria todos os problemas, porque o Distrito Federal conta com grande estoque.

Leitos disponíveis

Apesar da corrida aos testes e do aumento exponencial da procura de hospitais, a boa notícia é que ainda há leitos suficientes. Mais do que isso, existe uma reserva significativa. Assim, não há perspectiva, ao menos no curto prazo, de casos de superlotação como aconteceu em outros surtos.

Reformas não estão sepultadas

O deputado federal brasiliense Israel Batista prevê que as batalhas parlamentares sobre reformas como a administrativa ainda vão marcar este ano, apesar das negativas do presidente Jair Bolsonaro. Para Israel Batista, “o que o Bolsonaro diz, não se escreve, pois, por mais que veja conveniência eleitoral, em declarar que as reformas não vão andar, não podemos confiar”. Afinal, diz o deputado, a opinião dele pode mudar a qualquer instante. O projeto de reforma administrativa, que mexe com direitos do funcionalismo ainda está na agenda da Câmara dos Deputados, e tramitando.

Muita desconfiança atrapalha em vez de ajudar

O ministro da Educação e o presidente Jair Bolsonaro receberam com desconfiança a lista tríplice encaminhada pela Universidade Federal de Goiás para escolha de seu futuro reitor – ou reitora, pois nela estavam três professoras. Tinham informações de que tudo fora feito de forma a garantir a nomeação da franca favorita, a atual vice-reitora Sandramara Matias Chaves. Além de ser a candidata da situação, fora de longe a mais votada na chapa. Pior, a segunda da lista, a professora Katia Emanuella, tinha vínculos com o PSOL. A turma não teve mais dúvidas: cravou o nome da terceira colocada, a professora Angelita Pereira Lima.

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Esquerdas no jogo

Bolsonaro já tinha, em outros episódios, quebrado a tradição de escolher o primeiro, ou primeira, da lista, sempre o mais votado pela comunidade universitária. Desta vez ficou difícil de entender. A vice-reitora Sandramara não tem nenhum vínculo conhecido com grupos de esquerda. Aparentemente, o Ministério da Educação achou que a segunda colocada constou da lista para garantir a escolha de Sandra Mara. O problema é que a terceira, a ungida do Planalto, não só é vinculada ao PT como em 2014 foi candidata a deputada estadual pelo partido, recebendo exatos 1.498 votos. Angelita Pereira Lima é doutora em Geografia e atualmente dirige a Faculdade de Comunicação.

Gente demais no partido

Apesar das mudanças na legislação eleitoral, a corrida para a Câmara Legislativa se desenha de forma semelhante à de 2018, quando as vagas se distribuíram de forma pulverizada, com apenas três partidos conseguindo eleger mais de um distrital. Isso desestimula candidatos de mais musculatura a disputar vagas de uma mesma legenda. Um caso típico é do PSD, onde convivem três postulantes nessa situação, o atual deputado Robério Negreiros, o ex-deputado Cristiano Araújo (foto) e o ex-vice-governador Renato Santana. Após fazer as contas, Cristiano já negocia com outros partidos e o PSD dá como certa sua saída.








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