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Do Alto da Torre

Coronavírus: sem Campus Party por enquanto

No ano passado, o evento recebeu cerca de 4 mil acampantes e 120 mil pessoas circulando no Estádio Arena Mané

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O maior evento de tecnologia do mundo terá novas datas em Brasília devido às precauções tomadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) quanto ao coronavírus. A Campus Party, prevista anteriormente para acontecer entre os dias 29 de abril e 3 de maio, ainda precisa achar novas datas no calendário brasiliense.

Reunião remota

Uma reunião remota foi feita entre os organizadores e coordenadores da Campus na tarde da última terça-feira (24) para tratar da questão. A expectativa é que o evento seja feito com a maior brevidade possível, na intenção ocorrer entre junho e setembro – ou outubro – deste ano. O foco no momento é trabalhar para combater a propagação do vírus a fim de voltar com as atividades normais da organização.

A organização ainda depende de um novo decreto do GDF para articular com precisão uma nova data. A Campus Party é um foco de aglomeração intenso durante uma semana, portanto, as precauções são necessárias. No ano passado, o evento recebeu cerca de 4 mil acampantes e 120 mil pessoas circulando no Estádio Arena Mané Garrincha. Este ano, a expectativa é que o número atinja 5 mil acampantes e 150 mil circulantes.

Uma reunião deverá ser feita amanhã para articular como os campuseiros que já compraram seus ingressos deverão proceder após o adiamento do evento.

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Distritais e Bolsonaro

Vários deputados distritais aproveitaram a sessão remota da CLDF de ontem para criticar o discurso da noite de terça-feira (24) do presidente Jair Bolsonaro, sugerindo flexibilização das regras de quarentena. “Desastroso”, “irresponsável”, “lamentável”, “criminoso” e “de viés genocida” foram algumas das palavras usadas para designar o tom da fala de Bolsonaro por eles.

Contraria tudo

Leandro Grass (Rede), que já pediu o impeachment do presidente, lembrou que o discurso contraria tudo o que afirmam a Organização Mundial de Saúde (OMS), os governadores e o próprio ministro da Saúde. Chico Vigilante (PT) disse que ficou “estarrecido” com o pronunciamento e que o presidente “comprou uma briga com a sociedade brasileira”.

Rever a comunicação

Mesmo os deputados do campo mais conservador criticaram. Julia Lucy (Novo) disse lamentar o pronunciamento e afirmou que Bolsonaro deveria rever sua forma de comunicação e respeito à República Federativa.

Cota para o coronavírus

A deputada federal Flávia Arruda (PL-DF/foto) protocolou projeto de lei que reduz em 50% os valores das cotas de exercício da atividade parlamentar e destina a outra metade do valor para o Ministério da Saúde, para auxiliar as ações de combate ao novo coronavírus. O texto de Flávia, protocolado ontem, institui que os valores sejam remanejados nos casos de suspensão ou redução das atividades do Congresso Nacional em razão de surtos, pandemias e epidemias.

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Valores

No DF, a cota é de R$30,7 mil mensais sendo que, entre a bancada de deputados do DF, o valor poderia chegar a mais de R$123 mil mensais. “O parlamento, assim como toda a sociedade, mostra-se capaz de entender a necessidade urgente de se readequar a este novo cenário que afetará a todos, sem distinções”, afirma a deputada.

Apelo do Sebrae

O presidente do Sebrae DF, Valdir Oliveira, está sendo chamado para se pronunciar no sentido de pedir a comerciantes do Distrito Federal que não desobedeçam o decreto publicado pelo governador Ibaneis Rocha proibindo o funcionamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos. Essa possibilidade passou a ser cogitada depois do discurso feito na noite de terça-feira pelo presidente Jair Bolsonaro, minimizando a seriedade da pandemia. Ele pede prudência e destaca que, se isso acontecer, “será instalado um clima de desordem”. “O governo do DF tem atuado com muita maestria no combate à pandemia e é importante que todos sigam ao que estabelece o decreto do governador”, alerta, em tom de preocupação.


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