A deputada brasiliense Bia Kicis acaba de ser indicada para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o MST. Substituirá o mineiro Domingos Sávio, seu correligionário de bolsonarismo e do PL. Tem uma forte razão para isso.
A bancada de esquerda na defesa do MST tem forte presença feminina, com deputadas estridentes como Talíria Petrone e Sâmia Bonfim. No confronto com os bolsonaristas, elas sempre se dizem vítimas de machismo.
A ideia é que a partir de agora batam boca de mulher para mulher. A própria Bia (foto) comenta que assumiu a CPI “para ajudar a conter os arroubos de algumas deputadas que provocam os deputados até que percam a calma, pois nos tempos atuais os homens não podem contra-argumentar sob pena de serem acusados de machistas”.
Segundo ela, é puro “mi-mi-mi da esquerda”, pois as deputadas estridentes agrediram assentadas que foram atacadas e até violentadas pelos chefões do MST, passando hoje a denunciar essa violência. “E comigo, ninguém pode dizer que sou contra as mulheres, não é?” diz Bia.