A vice-governadora Celina Leão revoltou-se com o caso, ocorrido em São Sebastião, da prisão de um foragido do Saidão, condenado a 78 anos de cadeia, mas que, solto, cometeu mais dois estupros.
“Será que estamos sendo cruéis quando queremos que bandidos cumpram as penas a que foram condenados?”, perguntou ela.
Celina garantiu que a polícia tem resolvido 100 por cento dos casos de feminicídio e violência de gênero. Mas o bandido acaba solto e volta a delinquir.
A população não pode mais ser refém desses criminosos. Fica, diz ela, a questão: até quando a população será leniente com os bandidos?
Tudo isso precisa ser revisitado, assegurou a vice-governadora.
Jane Klebia se une a protesto

Não foi só a vice Celina que protestou contra a liberdade de criminosos condenados nesta segunda-feira, 26.
Também a distrital Jane Klebia, do Republicanos, denunciou o feminicídio de uma adolescente de 14 anos, ocorrido em Planaltina.
Como no caso de São Sebastião, o principal suspeito do crime acumulava um extenso histórico de passagens pela polícia, com flagrantes de estupro de vulnerável — uma criança de 11 anos —, estupro contra a própria mãe, roubo à mão armada e uma sequência de delitos relacionados a drogas.
Ao menos um caso de estupro foi cometido durante o Saidão. Agora, porém, o criminoso estava em prisão domiciliar quando cometeu o feminicídio.
“Casos como esse escancaram falhas no sistema de proteção e reforçam a necessidade de respostas mais duras e efetivas do Estado diante de criminosos reincidentes”, acusou Jane Klebia.
Para ela, “estamos normalizando a barbárie”.