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Coligação com Reguffe para o Buriti

De acordo com Joe Valle, as conversações estão avançando e “em princípio, sim”, a aliança vai sair

Por Eduardo Brito 20/01/2022 5h00

Ex-presidente da Câmara Legislativa, o engenheiro ambiental Joe Valle está convicto de que dará certo a coligação de seu PDT com o hoje senador José Antônio Reguffe para formação de uma chapa majoritária. Reguffe disputaria a eleição para o Buriti em vez da reeleição para o Senado. De acordo com Joe Valle, as conversações estão avançando e “em princípio, sim”, a aliança vai sair.

Presidência é o problema

Georges Michel, presidente regional do PDT confirma que as conversas vêm ocorrendo – na verdade, desde que o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, convidou Reguffe para ser seu candidato a governador, durante a festa de filiação da ex-deputada Eliana Pedrosa ao partido. Portanto, diz Michel, há dois fatos que pesam para a aliança: o PDT quer a coligação e Reguffe seria mesmo o candidato. Só que existe um obstáculo que pode ser fatal. Reguffe está filiado ao Podemos, que tem o ex-juiz Sérgio Moro como candidato a presidente da República. “Nossa coligação não existe para apoiar Moro, mas para eleger Ciro, que será nosso candidato e sobre isso não há dúvidas”.

Condições partidárias

De acordo com Georges Michel, “tudo indica que, se Reguffe deixar o Podemos, ele será nosso candidato”. Como senador, cargo majoritário, Reguffe pode mudar de partido. Também seria plausível a ideia de um palanque misto, com Reguffe disputando o Buriti, mas sua chapa apoiando Ciro para o Planalto. “Só não sei se Reguffe terá licença do Podemos para apoiar outra candidatura a presidente”, resume Michel.

Futuro

Caso se confirme a coligação entre os dois partidos e Reguffe dispute o governo, Joe Valle deverá ser o candidato a vice. Valle foi deputado distrital por dois mandatos e não mostra disposição para concorrer mais uma vez a cargo legislativo.

Na espera

Já o senador José Antonio Reguffe avisa que só decidirá seu futuro político em fevereiro ou março. Suas duas opções estão na mesa. Ele pode disputar o Buriti, mas pode também concorrer à reeleição.

Partilhando a cerveja

Adversários nas eleições para governador em 2018, Rodrigo Rollemberg e Alberto Fraga partilharam a cerveja em uma praia de Aracaju, onde ambos passam as férias. O ex-governador comentou: “Tomei uma cerveja com Fraga hoje na praia. Revelações importantes. De parte a parte. Vida que segue”. É uma demonstração de que não ficou nenhuma amargura da campanha, quando a troca de farpas entre eles foi bastante agressiva. “Acima das divergências políticas deve estar a capacidade de diálogo”, comentou Rodrigo. Tanto a família de Rollemberg quanto a de Fraga se originam de Sergipe e habitualmente eles passam por lá nos períodos de folga.

Objetivo semelhante

Após terem disputado a mesma cadeira quatro anos atrás, Rollemberg e Fraga tentarão agora retornar à Câmara dos Deputados. Ambos já estiveram por lá. Rodrigo antes de chegar ao Senado e daí para o Buriti. Fraga foi deputado federal por quatro legislaturas. Ambos têm força em seus partidos: Rodrigo Rollemberg controla o PSB no Distrito Federal e Fraga preside o DEM, agora envolvido na fusão que criará o União Brasil. Mas ambos precisam de coligações, especialmente nas majoritárias. Rodrigo tenta emplacar a candidatura do ex-secretário Rafael Parente – tão desconhecido que costuma ser confundido com Rafael Prudente, presidente da Câmara Legislativa – e Fraga precisa definir posições a respeito do presidente Jair Bolsonaro, de quem se afastou.

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Apoio a Alckmin ganha peso

Apesar de uma ou outra acrimônia, as principais forças do PT do Distrito Federal apoiaram ontem a defesa de coligação ampla feita nesta quarta-feira pelo ex-presidente Lula, em São Paulo. O mote, claro, é ter o ex-governador Geraldo Alckmin na chapa. Para o deputado distrital Chico Vigilante, “Lula conceituou muito bem o processo: é preciso ir além do centro”. Já a deputada federal Érika Kokay afirma que “a prioridade absoluta é tirar o Brasil da barbárie e, portanto, Lula deve concentrar todo o nosso apoio para devolver o País ao povo brasileiro”. Nessas condições, avisa a deputada, é necessária uma unidade programática mais ampla que o próprio PT. E precisamos, sublinha, “desfulanizar esse processo”. Assim, deve ser considerada toda aliança que se puder traçar tendo essa prioridade.

A instalação de concreto colocada pela Administração Regional de Arniqueira em território do Park Way virou meme na internet. Gente malvada não apenas cobriu o letreiro com uma faixa cobrando posse da área pelo Park Way como despachou montagens estendendo a cobrança de Arniqueira para a Torre de TV e até para o Congresso Nacional.

Líder precoce

Situação absolutamente inédita no Senado: o novo líder do governo ainda não assumiu o mandato. Tecnicamente, nem senador é. Alexandre da Silveira, que assume na Casa a vaga deixada por Antônio Anastasia, eleito para o Tribunal de Contas da União, foi escolhido para assumir a liderança. O Planalto já confirmou a designação. Alexandre da Silveira, do PSD de Minas Gerais, toma posse com a reabertura dos trabalhos legislativos e já representará o governo, substituindo Fernando Bezerra Coelho, que se demitiu após receber votação pífia quando disputava a mesma vaga no TCU. Sentiu-se abandonado. O cargo é estratégico. Dele depende toda a negociação para aprovação de projetos de interesse do Planalto, inclusive eventuais novas reformas e, claro, os essenciais para a campanha eleitoral.

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