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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Cappelli propõe Fila Zero com reorganização de gastos

O problema da saúde pública não é falta de recursos

Eduardo Brito

15/07/2026 19h38

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Ricardo Cappelli crédito ASCOM/PSB

Candidato ao Buriti pelo PSB, o ex-interventor Ricardo Cappelli examinou o orçamento brasiliense para 2026 e constatou que ele soma R$ 74,4 bilhões e que apenas o Fundo Constitucional do Distrito Federal destinará R$ 7,89 bilhões à saúde, valor que deverá subir para R$ 8,52 bilhões em 2027, segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada pela Câmara.

Para Cappelli (foto), esses números demonstram que o problema da saúde pública não é falta de recursos, mas a forma como o dinheiro vem sendo administrado. A partir daí, Cappelli definiu um programa Fila Zero, que promete reduzir drasticamente o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias na rede pública.

Ele lembra que os gargalos da assistência podem ser acompanhados pelo Mapa Social da Saúde, ferramenta oficial desenvolvida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, que monitora, em tempo real, a demanda reprimida por consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas. O painel mostra o volume de solicitações, os tempos de espera e as especialidades com maior pressão sobre a rede pública.

Para Cappelli, a existência de milhares de pessoas aguardando atendimento, mesmo diante de um orçamento bilionário, evidencia um problema estrutural de gestão, que pode ser resolvido com reorganização da máquina pública. Um dos principais alvos das críticas do pré-candidato é o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde, o IGES-DF.

Cappelli afirma que o modelo perdeu sua finalidade original e transformou-se em um cabide de empregos, consumindo recursos que deveriam ser destinados diretamente ao atendimento da população.

Grass promete critérios para o IGES

O candidato da federação PT-PV-PCdoB, Leandro Grass, também critica o IGES, mas avisa que não pretende simplesmente fechar o órgão. “O que defendemos é que a política pública de saúde tenha comando único da Secretaria de Saúde, como determina a lógica do Sistema Único de Saúde”, explica.

Isso não significa eliminar toda e qualquer forma de gestão complementar, mas reduzir o papel do IGES para que ele cumpra sua finalidade de apoiar a rede pública com mais eficiência, transparência e controle.

Afinal, diz ele, “o IGES foi criado para dar agilidade à gestão e reduzir entraves burocráticos e esse objetivo continua importante. O problema não é a busca por eficiência, mas um modelo de governança que não entregou os resultados que a população esperava e que precisa ser aperfeiçoado”.

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