De tão pressionado no dia a dia da campanha, o candidato do PSB ao Buriti, Ricardo Cappelli, quebrou um parâmetro histórico da esquerda brasileira e partiu para o jogo duro na segurança pública. Anunciou o que chama de plano Tolerância Zero, um projeto de surpreendente linha dura.
Fez as contas e constatou que faltam 7 mil policiais para garantir a segurança no Distrito Federal. Afinal, a cada 52 minutos se furta um celular em suas ruas.
Cappelli (foto) deixou de lado o tradicional discurso do “talvez ele precise mais do que a gente” e não quer passar a mão na cabeça de delinquentes. Prometeu restabelecer as Rondas Ostensivas Candangas e as duplas Cosme e Damião, que circulam nas quadras para dar segurança.
Fez uma concessão às posturas tradicionais da esquerda, dizendo que falta investimento em inteligência, mas deixou a tese do “higienismo” de lado para considerar inaceitável que “alguém vá à farmácia de noite e seja agredido por um morador de rua”.