A deputada brasiliense Bia Kicis (foto), sempre ela, não iria mesmo perdoar. Ao se encerrarem as votações da semana, fez questão de avaliar: para ela, foi o período das maiores vitórias que nós tivemos nesta legislatura. “Olhe, eu acho que o placar foi 6 x 0 para nós. Foi um dia em que o governo amargou derrota atrás de derrota” registrou a deputada. Mas, Bia sendo Bia, concentrou sua comemoração na manutenção do veto do ex-presidente Jair Bolsonaro à lei das Fake News, aquele que impede restrições ao que se fala pela internet. Bia garantiu que “o Brasil estava mobilizado por esse veto nas redes sociais, porque nós sabíamos, o Brasil sabia que, caso esse veto fosse derrubado, nós estaríamos praticamente enterrando o que ainda resta da nossa tão combalida democracia”.
Afinal, pensa a deputada brasiliense, se o veto caísse, “nós não poderíamos mais, nas redes sociais, falar aquilo que pensamos, mostrar os fatos, dar as nossas opiniões, que já são objeto de muita perseguição, mas com essa decisão ainda temos as redes sociais para desmentir a desinformação que hoje é feita pela mídia oficial, aquela imprensa que, em vez de fazer jornalismo, serve de puxadinho do governo”. É a crença de Bia Kicis de que as pessoas devem se informar pelas redes sociais e não pela mídia real, ou seja, os jornais e as emissoras, além dos sites informativos. Para ela, “agora também podemos desmentir as mentiras contadas pelo Governo, que são muitas”.
Deu o exemplo do ministro Fernando Haddad que em depoimento ao Congresso, segundo a deputada, “se preocupou em fazer lacração, em vez de trazer dados verdadeiros e, se nós não tivermos as redes sociais para mostrar e compartilhar a verdade, ficaremos completamente alijados do jogo político e não poderemos representar o povo que nos elegeu”. Bia mencionou só de passagem o fim da saidinha, mas registrou que o Congresso “impediu o uso de verba pública, de dinheiro do Tesouro para incentivar a doutrinação de crianças na escola, a mudança de sexo biológico por cirurgia, a invasão de propriedade privada”.