Secretário de Relações Institucionais do governo Ibaneis, o ex-deputado Agaciel Maia teve uma conversa na Câmara com Cláudio Cajado, o relator do arcabouço fiscal – e por tabela do Fundo Constitucional do Distrito Federal – Cláudio Cajado.
Foi uma conversa para lá de amistosa, pois Agaciel começou com lembranças dos tempos em que costumavam conversar nos tempos em que Antonio Carlos Magalhães presidia o Senado, tendo Agaciel como seu diretor-geral e Cajado já em seus primeiros mandatos de deputado federal.
Mas o assunto, claro, foi sensibilizar o relator para preservar o fundo. Economista de formação, Agaciel levou dados para a discussão, a começar por uma projeção feita para a renda do fundo entre 2018 e o próximo ano, mostrando que, adotada a fórmula da emenda de Cajado, haveria uma perda de R$ 2,5 bilhões. Os primeiros prejudicados seriam os servidores públicos.
O relator disse que tinha seus próprios cálculos e que a perda não seria grande. A questão será novamente discutida com os líderes na noite de segunda-feira, na presença de técnicos da Câmara.
Cajado acabou dizendo que mantinha suas convicções, mas que não faria um cabo de guerra sobre o arcabouço. Bem a seu estilo, Agaciel deu tom mais leve à conversa. “Quem sabe, não fazemos desse limão uma limonada?” propôs ao deputado.