Em tese, qualquer senador que deixar o País é obrigado a comunicar previamente sua ausência à Mesa Diretora. Seria o caso de Flávio Bolsonaro, que, por motivos óbvios, não poderia admitir publicamente sua saída — não com uma ordem de ministro do Supremo Tribunal Federal para a polícia apreender seu passaporte e evidenciar o risco de uma prisão, por ilegal que possa parecer.
Mas Flávio não estará ausente. Um pedido de licença será formalizado dentro dos trâmites legais. Portanto, será substituído enquanto estiver voluntariamente afastado, por prazo mínimo de quatro meses.
Resta ver se será substituído por seu primeiro suplente. Vem a ser Paulo Marinho (foto), conhecidíssimo empresário do Rio de Janeiro, que fez fortuna no mercado financeiro e ganhou manchetes de jornais por seus casamentos. O primeiro foi com a socialite internacional Odile Rubirosa (na foto, o casamento dos dois) e o segundo, com a atriz Maité Proença.
Entre seus visitantes no Rio estavam figuras como Frank Sinatra, Elton John, Ursula Andress e até Aristóteles Onassis. Entrou na política ao participar da primeira campanha do então deputado Jair Bolsonaro, ainda um azarão, chegando a emprestar sua mansão no Jardim Botânico do Rio para abrigar o comando político do esforço eleitoral.
Filiou-se ao então PSL de Bolsonaro e acabou sendo suplente do filho Flávio. Depois disso, porém, as relações entre as duas famílias se deterioraram. Marinho filiou-se ao PSDB e depois ao Republicanos.
Se, por algum motivo, Marinho não assumir, o segundo suplente é Léo Rodrigues, empresário do ramo aeronáutico que já foi secretário de Ciência e Tecnologia do Rio. Está filiado ao Partido Novo.