A atual deputada Bia Kicis, sempre ela, só assume sua cadeira de senadora pelo Distrito Federal no dia 1º de fevereiro do ano que vem. Mas deu um jeito de ocupar a tribuna do Senado (foto) já nesta quarta-feira, 14 de outubro, aproveitando a comemoração do Dia do Médico.
Registrou o aumento do número de médicos formados no País, mas fez um alerta. Lembrou que “o crescimento numérico por si só não resolve os problemas da saúde, pois a distribuição de profissionais, as condições de trabalho, a formação e o acesso ao atendimento continuam sendo desafios”. E, se o País precisa de médicos em quantidade suficiente, precisa, sobretudo, de médicos bem preparados e de serviços capazes de oferecer atendimento digno à população.
Aí é que vem o problema. Bia citou que a expansão das escolas de Medicina exige responsabilidade e que os apontamentos sobre infraestrutura insuficiente, fragilidade no ensino prático e dificuldades de acesso à residência médica alertam para a necessidade de rigor na formação.
“Não se trata de impedir oportunidades, mas de garantir que a ampliação das vagas venha acompanhada de qualidade. Na medicina, uma formação deficiente pode comprometer a segurança de pessoas reais”, alertou.
Por isso, acompanha o debate legislativo sobre o Enamed, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, que começa no ano que vem, e o ProfiMed, exame de proficiência em Medicina ainda a ser regulamentado, ambos como condição para o exercício profissional.
“Existem divergências sobre a condução e o formato dos exames, e elas precisam ser enfrentadas com diálogo, respeito às competências institucionais e compromisso com critérios técnicos”, disse Bia. O objetivo deve ser comum: assegurar que quem atende a população tenha a preparação necessária para exercer a medicina com responsabilidade.