O ex-governador José Roberto Arruda deu novo curso à sua campanha, mudando até o mote.
O foco, claramente uma referência à Justiça Eleitoral, passa uma ideia de resistência. Agora é “Eu não vou embora” ou “Não vou embora, não”.
Passou a ser cantada o tempo todo pelos cabos eleitorais e, quando em cima de trio elétrico, pelo próprio Arruda (foto) também.
Em geral, a música é acompanhada por dedos indicadores reforçando a negativa.
Antes de esse recado ser adotado, os motes eram “Para resolver” ou “Sei como fazer”, com algumas variações.
Agora, o recado se tornou mais claro e agressivo.
Eventual substituição divide o PSD
Uma questão adicional na campanha é saber se o sinal do “não” se estende também à eventual substituição na cabeça de chapa, caso o Tribunal Superior Eleitoral venha a barrar Arruda dentro do prazo legal.
Tem gente na campanha sinalizando que o PSD não pretende colocar alguém no lugar de Arruda na cabeça de chapa, mesmo se a impugnação for acolhida pela Justiça.
Deixaria, assim, passar o prazo legal para a troca de nome.
Ninguém aceita discutir essa substituição às claras, é evidente, pois isso enfraqueceria toda a turma.
Mesmo assim, se uma indicação ocorrer, o vice Luiz Pitiman seria a escolha natural.
A corrente oposta preferiria evitar até essa troca e optaria por negociar com algum dos outros candidatos, ainda que reconheça as dificuldades na busca de acordos.
Mas o assunto é tabu por enquanto.