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Do Alto da Torre
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Arruda assume apoio a Caiado para presidente

a adesão de Arruda a Caiado já estava prevista

Eduardo Brito

29/07/2026 18h15

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Arruda com Ronaldo Caiado crédito ASCOM/PSD

O ex-governador José Roberto Arruda assumiu, nesta quarta-feira, 29, o apoio à candidatura presidencial do também ex-governador Ronaldo Caiado (foto), em reunião de ambos com os prefeitos do Entorno do Distrito Federal.

Essa aliança seria natural, uma vez que ambos foram registrados como candidatos pelo mesmo partido, o PSD, mas a quase totalidade das campanhas estaduais de direita e centro-direita procura manter vínculo com Flávio Bolsonaro, que ainda espera ir para o segundo turno com Lula.

A adesão de Arruda a Caiado já estava prevista, e o ex-governador brasiliense foi para o encontro acompanhado do presidente regional do PSD, o empresário e ex-senador Paulo Octávio, e da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia.

Acompanhado do governador de Goiás, Daniel Vilela, Caiado anunciou que, no caso de vitória de Arruda, os dois governos agirão juntos para enfrentar os custos elevados do transporte público no Entorno, inclusive garantindo um subsídio significativo para a mobilidade.

Durante as administrações anteriores, Caiado sempre resistiu a dar uma contribuição maior para o transporte coletivo. O candidato a presidente também prometeu que haverá maior integração entre os dois governos para a expansão econômica da região.

Novo mote é construção de hospitais

Desde o início da campanha, a ênfase maior de Arruda tem sido dada à fama de tocador de obras, não apenas em sua administração — que apostava na imagem de mil obras em curso —, mas também na gestão de Joaquim Roriz, de quem o próprio Arruda foi secretário de Obras.

Dentro desse padrão, o candidato aproveita cada visita a uma cidade sem hospital para prometer que construirá um e criticar os governos anteriores por não terem feito esse investimento.

Esse foi, mais uma vez, o mote ao visitar o Recanto das Emas. Arruda passou, porém, a modular o tempo de espera pelo hospital.

Quando o alvo é Celina Leão, nunca deixa de citar que “eles” deixaram passar oito anos sem essa obra. Essa, claro, é a versão mais frequente.

Em outros casos, porém, o alvo se amplia e passa a incluir os governos de Agnelo Queiroz e Rodrigo Rollemberg. Aí são 16 anos.

Mais pressão para Paulo Octávio disputar o Senado

O encontro com os prefeitos do Entorno serviu também para a turma do PSD, em especial o próprio Caiado, insistir no lançamento de uma candidatura do empresário Paulo Octávio para o Senado.

Hoje, a chapa de Arruda não tem qualquer outro nome majoritário, nem mesmo uma definição de vice. O próprio Arruda avisou que sua prioridade era a disputa do Buriti.

Mesmo assim, houve novos apelos a Paulo Octávio. De seu lado, ele riu, balançou a cabeça, mas não disse sim nem não.

Todos os seus interlocutores sabem que a prioridade de Paulo Octávio é eleger o filho André Kubitschek, que concorre a uma vaga de distrital como forma de iniciar uma promissora carreira política.

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