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Arlete não disputará a reeleição

Quando deixava o cargo de vice-governadora do Distrito Federal, Arlete já disputou vaga de senadora e perdeu para Luiz Estevão

Por Eduardo Brito 25/01/2022 5h00

Após três mandatos na Câmara Legislativa do Distrito Federal, a deputada Arlete Sampaio não disputará a reeleição em 2022. Pretende apoiar para a vaga de distrital o seu atual chefe de gabinete Gabriel Magno (foto). Já está com a campanha engatilhada e terá todo o apoio de Arlete, com sua corrente do PT. Embora não tenha conseguido êxito ao disputar eleições majoritárias – foi candidata a governadora contra José Roberto Arruda e ficou em terceiro lugar – a deputada sempre se elegeu com tranquilidade nas três disputas, não consecutivas, para distrital.

Porta em aberto

Arlete terá 72 anos no período eleitoral e acha que deve abrir espaço para candidatos mais jovens. Portanto, não pensa em concorrer mais uma vez à Câmara. Deixa, porém, uma porta em aberto. O PT fez pesquisas internas e ela aparece com viabilidade para o Senado. Quando deixava o cargo de vice-governadora do Distrito Federal, Arlete já disputou vaga de senadora e perdeu para Luiz Estevão. Agora, se for necessário para reforçar a chapa petista – leia-se ajudar na campanha de Lula – estará à disposição do partido.

Sem Berzoini

Para a Câmara dos Deputados, as esperanças do PT se concentram uma vez mais na já deputada Érika Kokay. Ela avisou que pretende disputar o Senado, mas o partido teme perder a única cadeira de deputada federal que tem hoje. Na eleição passada, Érika foi a única petista a receber votação significativa para a Câmara dos Deputados e, praticamente sozinha, só se elegeu graças a uma mudança na legislação feita nos tempos de Eduardo Cunha. O partido não teria alcançado o quociente eleitoral, só que a nova norma considera eleitos os candidatos que conquistarem pelo menos 10% dos votos do quociente eleitoral. Não é fácil, mas Érika conseguiu. Este ano havia a expectativa de que houvesse outro puxador de votos, o ex-ministro Ricardo Berzoini, que já foi deputado federal, mas por São Paulo. Hoje radicado em Brasília, Berzoini chegou a ser lançado, mas desistiu.

Câmara Legislativa

Além de Gabriel Magno, que nunca disputou mandato eletivo, mas terá todo o apoio da corrente de Arlete Sampaio no PT, o partido aposta na reeleição de Chico Vigilante e acredita também na volta de Ricardo Vale, que já foi deputado distrital, mas perdeu as eleições passadas. O partido lançará nomes no número máximo para as eleições proporcionais.

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Com um pé no SD

O deputado brasiliense Israel Batista é um dos que têm tudo pronto para mudar de legenda assim que se abrir a janela de trocas, em março. Já está com um pé no Solidariedade. Controla a legenda e, inclusive, indicou seu presidente regional, Glauco Rojas, um dos coordenadores da campanha de Israel em 2018.

Dona Maria

Israel Batista está com a metralhadora giratória apontada para os negacionistas. Lembra que “o último governante brasileiro a falar contra a vacina foi a rainha D. Maria I, de Portugal, que ficou conhecida como Maria A Louca”. O sucessor dela, D. João VI foi o pioneiro da imunização, tendo adotado a vacina contra a varíola. Israel tem um conceito pronto: “Quem passou por uma pós-graduação e é antivacina ou esqueceu como funciona o processo científico ou é mau caráter.”

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Corrida para vacinar

O distrital Leandro Grass propõe que o governo do Distrito Federal siga o exemplo de Fortaleza, Ceará, onde as autoridades sanitárias procuram as crianças para aplicar vacinas. “A prefeitura de Fortaleza está fazendo um bom trabalho para vacinar as crianças, pois está indo atrás dos pais, indo às escolas, tudo para cadastrar e vacinar o máximo de crianças possível”. Para o distrital essa é uma iniciativa que poderia ser exemplo, até como forma de aumentar mais rapidamente o universo de imunizados.








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