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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Aposta em partido nanico não deu certo

candidatos conhecidos apostaram em legendas menores para escapar de nominatas congestionadas, mas acabaram fora da Câmara

Eduardo Brito

14/10/2026 21h46

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Jorge Vianna crédito David Calaça / Agência CLDF

Deputado distrital por duas legislaturas, Jorge Vianna (foto) contava com votos certos para chegar à terceira. Bem votado em seu núcleo eleitoral, formado pelos servidores da saúde, preferiu, na chamada “janela eleitoral”, evitar os riscos de concorrer por uma legenda congestionada.

Disputou por um partido chamado Democrata, reencarnação do Partido da Mulher Brasileira, conhecido por raramente eleger alguém. Não deu outra. Jorge Vianna teve quase 19 mil votos. Houve distrital eleito com 15 mil. Mas o Democrata não elegeu ninguém. Jorge Vianna ficou de fora e não obteve sequer uma suplência — claro, pois o partido não tem bancada.

O mesmo aconteceu com os candidatos, todos eles já testados nas urnas, que preferiram fazer um pacto para fechar a nominata do Mobiliza. A ideia era rejeitar puxadores de votos, aqueles que poderiam ficar à sua frente e tomar a vaga. Todos acabaram de fora, pois o Mobiliza também não atingiu o quociente.

Já veteranos de outras eleições, Reginaldo Sardinha, Crícia de Pentecostes, Raad Massouh e Tabanez, todos antigos ocupantes de vagas na Câmara, ficaram de mãos abanando. Antigos candidatos conhecidos pela insistência, como Daniel Radar e Rogério Ulysses, que preferiram o Avante, ou o popular Dr. Gutenberg, na Democracia Cristã, padeceram do mesmo problema. As legendas ficaram de fora.

É verdade que partidos de mais história e peso também deixaram de cumprir o quociente, seja para federal, como o PSB de Rodrigo Rollemberg, Cristovam Buarque e Professor Israel, seja para distrital, como o PDT de Joe Valle. Mas aí foram acidentes de percurso.

Partidos que nunca elegeram ninguém, neste ano, continuaram sem eleger. Aí era previsível, e as apostas não deram certo.

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