A deputada brasiliense Érika Kokay, do PT, foi à tribuna nesta quinta-feira, 20, para fazer um apelo contra a repetição do confronto do dia anterior, acusando os grupos mais agressivos do bolsonarismo de tentativa de desqualificar este Parlamento como um construtor de síntese, uma desqualificação da política. Érika disse esperar “que nunca mais se repita na Câmara o que nós vimos no dia de ontem, esse tipo de comportamento sexista, machista, de quem acha que se resolvem ou se substituem os argumentos políticos pelo grito ou pela tentativa de calar o outro”.
Aliás, completou, “nós vimos isto, a profusão do igual no Governo anterior e, ao mesmo tempo, a eliminação da diferença, a eliminação da diversidade, ou seja, nada mais antidemocrático que coaduna de forma muito concreta com o que nós estamos vendo das apurações do que aconteceu no Brasil, como a nossa democracia foi ameaçada num processo construído”.
O que mais irritou a deputada é que a baderna ocorreu quando uma mulher presidia a sessão e a ordem só se restabeleceu quando o próprio presidente assumiu o cargo. Para ela, houve sexismo explícito.