O ex-deputado distrital Agaciel Maia (foto), atual secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, confirmou nesta quarta-feira, 28, que disputará uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Com uma trajetória marcada pela defesa da saúde e dos direitos trabalhistas, sua pré-candidatura foca na expansão de projetos que consolidaram sua imagem no DF.
Historicamente, Agaciel Maia é reconhecido pelo apoio ao Hospital da Criança de Brasília (HCB).
Embora não tenha sido reeleito em 2022, quando tentou ser distrital pela terceira vez, Agaciel obteve 17 mil votos, mais do que seis rivais que se elegeram graças ao quociente eleitoral.
Para tentar a Câmara dos Deputados, Agaciel confia exatamente nesse quociente.
É que o PL deve formar uma nominata forte, com nomes apoiados diretamente pela família Bolsonaro e chances até de que a campeã de votos Bia Kicis esteja na chapa, caso não emplaque sua tentativa de eleger-se senadora.
Agaciel, de quebra, conta com grande apoio federal, após ser diretor-geral do Senado durante várias décadas.
Tentativa está na média

Este ano, três distritais devem tentar a Câmara Federal.
Além de Agaciel, que não figura no exercício do mandato, estão na lista Thiago Manzoni, também do PL, que segue a esteira de Bia Kicis; o veterano Fábio Félix, campeão de votos na eleição passada, que, mesmo sendo do PSOL, tenta entrar no vácuo deixado pela petista Érika Kokay, outra defensora das minorias; e, enfim, Daniel Donizet, deputado polêmico, que tenta explorar a simpatia pelos pets.
Na eleição passada, também foram quatro os distritais que tentaram a promoção.
Rafael Prudente, duas vezes presidente da Câmara pelo MDB, elegeu-se bem, e Reginaldo Veras, do PV, também passou no teste, acoplado à candidatura de Érika.
Foram derrotados João Gomes, mesmo tendo feito uma campanha milionária, e Júlia Lucy (foto), que abandonara o Partido Novo.
Este ano, Júlia Lucy deve fazer nova tentativa.