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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Aceno a evangélicos na saidinha

Atuando como porta-voz do Planalto, a deputada brasiliense Érika Kokay insistiu muito em que Lula sancionou muito do que o Congresso aprovou

Eduardo Brito

13/06/2024 23h09

Deputada Erika Kokay (PT-DF). Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Passou quase despercebido na defesa do veto do presidente Lula à saidinha dos detentos, mas está contido nela um aceno aos evangélicos. Atuando como porta-voz do Planalto, a deputada brasiliense Érika Kokay insistiu muito em que Lula sancionou muito do que o Congresso aprovou, segundo ela, 98% do total.

E, procurando amenizar o que chama de “ímpeto punitivista da oposição” disse que o veto de Lula protegia a família. Afirmou até que entre as portas deixadas abertas pelo presidente estava “não ter cometido crime violento, ter cumprido um sexto da pena, com direito a estudar, a trabalhar fora — em atividades que contribuam com a ressocialização. Sabe qual é a principal delas? A atividade religiosa”.

Em outras palavras, Érika ressaltou que “a manutenção desses vetos vai possibilitar que pessoas de um universo extremamente reduzido tenham direito a passar as datas comemorativas com seus familiares e a frequentar atividades de ressocialização como as igrejas”. Quais igrejas? Na esmagadora maioria, as evangélicas. Mas o argumento não colou. A bancada evangélica votou pela abolição completa da saidinha.

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