A anistia não morreu. Quem garante é a senadora brasiliense Damares Alves embora ela assegure que o Brasil vive um momento sombrio, de trevas mesmo, onde o ódio permeia algumas discussões.
Para ela, a gente percebe que a política entrou por uma porta que, quando alguns colegas usam esta tribuna para apontar o dedo, muitas vezes com a motivação de vingança, não ficam nem aqui para ouvir o contraponto, porque não acreditam naquilo que estão dizendo, porque é impossível acreditar em lorota – querendo pegar um ato isolado, terrível que aconteceu aqui.
De acordo com Damares, na última noite do dia 13, houve um ato de violência, um atentado, mas contra a própria vida. Não foi atentado contra a instituição, contra ninguém. Ela se refere ao ato ocorrido junto à praça dos Três Poderes. Para ela, “foi uma tragédia que aconteceu, humana, e que o caminho sempre será a paz, nunca será o troco. O caminho é o entendimento, é a tolerância. O caminho é o diálogo”. Damares chegou a citar.
Mahatma Ghandi, que dizia o seguinte: “No olho por olho e dente por dente, a humanidade vai acabar cega e sem dentes”. O que a gente vê aqui quando se brada: sem anistia! Essa mesma turma pedia anistia na época em que sequestraram aviões, que sequestraram embaixadores, que queimaram aqui na Esplanada dos Ministérios, vários ministérios.
“Eles não lembram disso? Esqueceram as barbaridades que fizeram ao longo da história e que tiveram anistia em nome de uma pacificação? Agora vêm pegar o que aconteceu no dia 8 de janeiro, que não se sustenta – está todo mundo vendo… Até as imagens foram negadas, no Ministério da Justiça, porque sabem que tinham como evitar aquilo. Cadê os infiltrados? Damares está se referindo, claro, aos que fora, condenados na ditadura de 1964 a 1985″.
Para ela, “agora, Marias vão com as outras, idosos, idosas, com a bandeira do Brasil, com a Bíblia, estão sendo colocados como extremistas. Extremistas são eles! A história mostra o que essa turma marxista, essa turma de guerrilha, fez no Brasil; ou eles esqueceram? Então, o Sr. Francisco Wanderley Luiz tinha 59 anos de idade, era chaveiro na cidade de Rio do Sul, no interior de Santa Catarina, terra agora do Senador Jorge Seif, que está aqui na Presidência. O Sr. Wanderley estava separado de sua esposa e apresentava sinais de desequilíbrio mental. Conforme demonstram as imagens das câmeras de segurança do próprio STF, ele atira dois artefatos explosivos de fogos de artifício contra a estátua de frente ao Supremo, em seguida acende o terceiro artefato e deita-se com a cabeça sobre ele, cometendo ali um suicídio”.
Na verdade, Damares queria debater algo que considera muito interno. Assegura a senadora que “exatamente nesse instante, a alguns metros de distância, sabem o que estava acontecendo? Uma estranha reunião de Lula com Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Zanin, sem que essa agenda tivesse sido informada oficialmente, como seria natural ao envolver um Presidente da República e três Ministros do STF. Enquanto estava acontecendo o triste episódio aqui, na Praça dos três Poderes, na noite do dia 13, Ministros do STF estavam reunidos com Lula. Isso é normal? Isso é normal? Nada acontece por acaso”. A senadora brasileira deixa no ar, porém, dúvidas sobre que conversa conspiratória é essa.