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A vida dupla de Rubens Barrichello

Entre a Stock Car no Brasil e a TC2000 na Argentina o piloto se divide nas maiores categorias da América do Sul.

Aurélio Araújo

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Quando falei aqui da Stock Car, deixei claro que Rubinho Barrichello é o cara. Sou fã e respeito muito sua trajetória. O fato é que o segundo piloto que mais correu na história da Fórmula1 está com jornada dupla em 2020. Ele vem se dividindo entre as duas maiores categorias automobilísticas da América do Sul: Stock Car e TC2000. E o melhor, se divide com sucesso. 

E o nosso “vovô” não está de passeio. Rubinho ganhou em 2020 troféus dos dois lados da fronteira. E sua versatilidade é impressionante! Apesar dos carros serem parecidos, debaixo da carenagem muda muita coisa. Enquanto na Stock Car, por exemplo, os pilotos competem com tração traseira na TC2000 quem manda é a tração dianteira. 

Além disso, os stocks pesam 1.350 kg enquanto os TC’s 1.100 kg. Mesmo com 500 cavalos (cv) os carros brasileiro não batem os 310km/h de velocidade máxima gerado pelos 430 cv dos argentinos. Na Stock os carros chegam a modestos 259 km/h, graças um limitador que só libera 70% da potência do motor. Com 100% os brasileiros podem chegar até a 350 km/h na reta.

Existem muitas diferenças, mas voltemos à mais gritante, a tração. A tração traseira é mais comum no mundo das corridas, isso porque o motor empurra o carro, enquanto na dianteira, mais próxima da realidade de um carro de rua, ela puxa. Daí o brilhantismo do Rubinho, nosso personagem. Sentar nos dois carros e conseguir ser competitivo e ainda ganhar corridas nas duas categorias é mostra da sua grandeza como piloto.

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Mas o mais legal é que o nosso Rubinho, com toda a sua simpatia (quem não lembra da sambadinha no GP da Inglaterra em 2003?),  também está conquistando os corações argentinos que ainda choram pela morte de Maradona. Não se engane, Argentina não é só movida pelo amor ao futebol, o automobilismo corre em suas veias! O pentacampeão de Fórmula 1 Juan Manuel Fangio é a prova disso. 

Rubinho cruza a linha para sua primeira vitória na TC2000 argentina. Foto: Divulgação.

Futebol e velocidade são dois de três elementos centrais na cultura argentina. O terceiro é a música, representada pela dramaticidade do tango. E foi com drama, paixão e música, que o narrador argentino deu vida à primeira vitória de Rubinho na TC2000. E o palco não podia ser diferente, nosso piloto duas vezes vice-campeão mundial de Fórmula 1 e campeão da Stock Car em 2014, triunfou a bordo do Toyota Corolla número 11 no autódromo Oscar y Juan Gálvez, antigo palco da Fórmula 1 na capital argentina.

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Rubinho celebra sua primeira vitória na TC2000 argentina. Foto: Divulgação.

O narrador diz:

“Aí vai o simpático Rubinho Barrichello para ganhar uma das categorias mais importantes da Argentina (…)”.

O comentarista responde:

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“Mais do que simpático, como trabalhou tecnicamente para se adaptar tão rápido a algo que complicou a vida que era a tração traseira (…)”.

E depois de mais algumas falas, o narrador continua:

“Como não poderia ser de outra maneira, no circuito em que se correu o último Grande Prêmio da República da Argentina em 1998 ganha um ex-Fórmula 1 (…) menino, assim você me mata! (…)”.

Sim! O narrador argentino citou um trecho do Michel Teló e, sem dúvidas, foi uma das melhores narrações de corrida que já ouvi nos últimos tempos (clique aqui para ouvir a narração completa!)! Era nítido o respeito e a emoção de ter o nosso Rubinho subindo no ponto mais alto do pódium em Buenos Aires.

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Que Rubinho, o “vovô”, ainda mostre seu talento por muitos anos!




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