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Polícias entram em alerta com prisão de Fahd para evitar faroeste pantaneiro

Por Leandro Mazzini 20/04/2021 2h32
Foto: Divulgação

As inteligências das Polícias dos Estados do Centro-Oeste vão redobrar a atenção com a prisão do ex-poderoso chefão da fronteira Brasil-Paraguai Fahd Jamil, que se entregou ontem à Justiça do Mato Grosso do Sul. 

Fahd foi preso por ligações com o chefão da milícia do Estado, Jamil Name – que está trancado com o filho no presídio federal de Mossoró (RN). 

Foragido por muitos anos, Fahd foi o motivo de o então juiz Odilon de Oliveira, seu carrasco, ser obrigado a morar dentro do Fórum e com escolta 24h, após sentença que o condenou à prisão.

Eles são compadres no crime há décadas. Mas o scripit do faroeste pantaneiro não acabou. No fim do ano passado, uma reviravolta nas investigações apontaram que Name é o suposto mandante da morte do filho de Fahd, Daniel Georges, (que desapareceu em 2011), para dominar o jogo do bicho. Isso pode render acerto de contas entre os clãs.

O delegado Paulo Magalhães, assassinado há sete anos – há quem diga por ordem de Jamil Name – esbravejou certa vez que havia mais desembargadores na casa do chefão, tomando uísque, que dentro do TJMS.






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