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Analice Nicolau
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Veganismo cresce no Brasil e chega ao maior encontro mutiesportivo do Brasil, o Arnold Sports Festival South America

Evento acontecerá no início de abril em São Paulo

Analice Nicolau

23/02/2024 17h00

Na edição de 2024 do Arnold Sports Festival South America, maior encontro esportivo com foco em bem-estar do Brasil, que acontecerá entre os dias 5 e 7 de abril, no Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme), em São Paulo (SP), haverá um local próprio, chamado Vila Vegana, para a exposição de produtos veganos. A presença desse setor abrangerá consumidores que defendem a sustentabilidade do planeta, sendo contrários à criação de gado de corte.

Nos últimos anos, uma tendência que vem ganhando força no mundo e recentemente teve seu crescimento constatado após a observação de vários números e pesquisas, é a do aumento da indústria destinada a pessoas veganas, que prezam pelo estilo de vida voltado para o respeito e bem-estar dos animais. O veganismo é uma prática que determina que seu adepto não consuma carne ou nenhum outro tipo de produto (alimentício, cosméticos, roupas, entre outros) que tenha origem animal. Outra pauta defendida é a da não utilização dos animais como entretenimento (como rodeio e circo com animais).

“A ideia é que esse espaço seja visitado não só pelo consumidor final, mas também por nutricionistas, médicos, lojistas de suplementos e profissionais da indústria farmacêutica, além de professores e estudantes de nutrição e de medicina”, afirma Ana Paula Leal Graziano, CEO da Savaget Group, empresa organizadora do Arnold Sports Festival, que destinará um espaço para empresas que atuam nesse segmento e a pequenos produtores interessados em expor diferentes itens simpáticos aos animais, como os alimentícios, cosméticos, de higiene ou relacionados à moda e decoração.

Segundo dados da Euromonitor Internacional, provedora global de informações sobre comércio, consumo e análise de mercado, a indústria de produtos veganos e vegetarianos (sem carne) arrecada anualmente 51 milhões de dólares em todo o planeta. No Brasil, esse número chega a 15 milhões de reais, embora seja levado em consideração que o consumo de proteína animal no país esteja acima da média mundial. Mesmo com todo o consumo de produtos de origem animal, de acordo com o Ministério da Fazenda, na última década no Brasil, aumentou em 500% a abertura de empresas com o adjetivo “vegano”.

Conforme uma pesquisa recente, realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), aproximadamente 14% dos brasileiros se consideram vegetarianos, o que corresponde a um aumento de 75% nos últimos dez anos. Com isso, é plausível pensar que o número de veganos no país também cresceu. A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) estima que essa população no Brasil pode estar próxima 7 milhões de pessoas, o que classificaria o Brasil como o país mais vegano da América Latina.

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