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Analice Nicolau
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Silêncio sobre dor feminina na adolescência esconde perigo da endometriose precoce

Colunista Analice Nicolau

13/04/2026 16h50

Silêncio sobre dor feminina na adolescência esconde perigo da endometriose precoce O médico Jardel Soares alerta que normalizar cólicas intensas compromete o futuro e saúde das jovens Milhares de jovens brasileiras acordaram com dores que serão solenemente ignoradas sob o pretexto de serem "normais". Chega de tratar o sofrimento feminino na adolescência como um rito de passagem aceitável ou mera sensibilidade excessiva de quem acaba de entrar na fase reprodutiva. A realidade é crua: o que muitos chamam de cólica comum pode ser o início silencioso de uma doença progressiva e devastadora. Ignorar esse grito de socorro não é apenas uma falha cultural, é um risco real e imediato à saúde física e emocional de uma geração inteira. O cenário atual no Brasil revela estatísticas alarmantes que não podemos mais negligenciar, com diagnósticos que tardam, em média, sete a dez anos para serem confirmados. Dados levantados por centros de referência indicam que cerca de 10% da população feminina convive com a endometriose, mas o gargalo maior reside justamente na base da vida. Cerca de 60% das mulheres que sofrem com a condição manifestaram os primeiros sintomas antes dos 20 anos, enfrentando um vácuo de informação dentro de casa e nas escolas. Esse atraso sistêmico agrava o quadro inflamatório, transformando o que era tratável em um desafio complexo de infertilidade e dor crônica na vida adulta. Diante desta urgência, o médico Jardel Pereira Soares surge como uma voz necessária na desconstrução desse tabu que aprisiona tantas trajetórias. Especialista em Endoscopia Ginecológica e cirurgia robótica no Hospital Santa Joana, em Recife, ele dedica sua carreira a traduzir a complexidade da doença em acolhimento estratégico. Autor da obra "Descomplicando a Endometriose", Jardel não busca apenas operar tecidos inflamados, mas sim restaurar a dignidade de pacientes que passaram anos sem serem ouvidas por seus próprios familiares. Sua atuação é pautada na premissa de que a medicina deve ser tão técnica quanto profundamente humana para romper ciclos históricos de dor silenciosa.

Jardel Pereira Soares, autor da obra “Descomplicando a Endometriose”

O médico Jardel Soares alerta que normalizar cólicas intensas compromete o futuro e saúde das jovens

Milhares de jovens brasileiras acordaram com dores que serão solenemente ignoradas sob o pretexto de serem “normais”. Chega de tratar o sofrimento feminino na adolescência como um rito de passagem aceitável ou mera sensibilidade excessiva de quem acaba de entrar na fase reprodutiva. A realidade é crua: o que muitos chamam de cólica comum pode ser o início silencioso de uma doença progressiva e devastadora. Ignorar esse grito de socorro não é apenas uma falha cultural, é um risco real e imediato à saúde física e emocional de uma geração inteira.

O cenário atual no Brasil revela estatísticas alarmantes que não podemos mais negligenciar, com diagnósticos que tardam, em média, sete a dez anos para serem confirmados. Dados levantados por centros de referência indicam que cerca de 10% da população feminina convive com a endometriose, mas o gargalo maior reside justamente na base da vida. Cerca de 60% das mulheres que sofrem com a condição manifestaram os primeiros sintomas antes dos 20 anos, enfrentando um vácuo de informação dentro de casa e nas escolas. Esse atraso sistêmico agrava o quadro inflamatório, transformando o que era tratável em um desafio complexo de infertilidade e dor crônica na vida adulta.

Diante desta urgência, o médico Jardel Pereira Soares surge como uma voz necessária na desconstrução desse tabu que aprisiona tantas trajetórias. Especialista em Endoscopia Ginecológica e cirurgia robótica no Hospital Santa Joana, em Recife, ele dedica sua carreira a traduzir a complexidade da doença em acolhimento estratégico. Autor da obra “Descomplicando a Endometriose”, Jardel não busca apenas operar tecidos inflamados, mas sim restaurar a dignidade de pacientes que passaram anos sem serem ouvidas por seus próprios familiares. Sua atuação é pautada na premissa de que a medicina deve ser tão técnica quanto profundamente humana para romper ciclos históricos de dor silenciosa.

O médico Jardel Pereira Soares

A mudança de paradigma proposta pelo especialista exige que deixemos a passividade da “espera” para adotar uma postura de investigação ativa e precoce. De adolescentes que faltam às aulas e se isolam em seus quartos, precisamos passar para um modelo onde o diagnóstico logo após a menarca se torne a regra, não a exceção. Dr. Jardel enfatiza que identificar sinais gastrointestinais e dores pélvicas fora do período menstrual é o divisor de águas necessário para evitar sequelas permanentes. Trata-se de transformar o medo do desconhecido na segurança de um tratamento assertivo que preserva o potencial de vida dessas jovens desde o primeiro sinal.

Os resultados dessa nova abordagem refletem-se diretamente na qualidade de vida e na redução drástica de intervenções cirúrgicas mutiladoras no futuro. Quando uma escola orienta uma família sobre ausências recorrentes, ela está salvando uma carreira profissional e uma saúde mental que seriam corroídas pela dor constante. Estima-se que o acompanhamento especializado na adolescência reduz significativamente a progressão para casos graves que exigem técnicas de alta complexidade tecnológica. O impacto é coletivo: jovens saudáveis tornam-se mulheres protagonistas de suas próprias escolhas, livres das amarras de uma inflamação que não foi freada a tempo.

Jardel Pereira Soares, autor da obra “Descomplicando a Endometriose”

Olhando para o horizonte da saúde feminina, percebemos que investir em conscientização nas escolas é o passo mais estratégico que o país pode dar hoje. A inovação tecnológica, como a cirurgia robótica defendida por especialistas como Soares, é um pilar fundamental, mas a educação é a ferramenta que abre as portas para essa tecnologia chegar a quem precisa. O Brasil necessita elevar o debate sobre a saúde ginecológica jovem ao patamar de prioridade máxima nas políticas de bem-estar social. O que está em jogo não é apenas um ciclo menstrual, mas a produtividade, a fertilidade e a plenitude de toda uma geração de mulheres.

Portanto, é preciso entender que o tempo é o recurso mais escasso e valioso quando o assunto é o diagnóstico da endometriose na juventude. A conscientização promovida por vozes experientes como a de Jardel Pereira Soares não é um luxo informativo, mas um direito fundamental de cada menina que sente dor. De uma cultura de silêncio a uma rede de proteção ativa: a transformação possível é real e urgente para quem não quer mais sofrer. Afinal, investir na saúde das adolescentes hoje é investir no futuro de toda a nossa sociedade.

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