Menu
Analice Nicolau
Analice Nicolau

Setembro Lilás: Mês Mundial da Doença de Alzheimer

Dr. Álvaro Pereira explica como o envelhecimento afeta o cérebro e causa problemas cognitivos

Analice Nicolau

21/09/2023 14h30

Um estudo recentemente publicado no periódico científico Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry trouxe à luz uma preocupação crescente relacionada à saúde cerebral das mulheres acima de 45 anos. Segundo a pesquisa, 48,2% das mulheres nessa faixa etária correm o risco de desenvolver doenças cognitivas, como a Doença de Alzheimer, Parkinson ou um acidente vascular cerebral (AVC).

Os números não são menos alarmantes para os homens na mesma faixa etária, com 36,2% deles propensos a serem diagnosticados com alguma forma de doença cerebral. Esses achados lançam luz sobre a necessidade urgente de conscientização e tratamentos eficazes para combater esses problemas.

O Setembro Lilás, mês dedicado à conscientização sobre doenças senis, ganha destaque no dia 21 de setembro. Nessa data, o objetivo é sensibilizar a população para os desafios enfrentados por aqueles que lutam contra doenças cognitivas, como o Mal de Alzheimer.

O médico angiologista e vascular Dr. Álvaro Pereira explicou que o envelhecimento desempenha um papel crucial na saúde cerebral. À medida que envelhecemos, as células cerebrais começam a trabalhar mais lentamente, algumas até “morrem”, e a conexão entre os neurônios se deteriora. Isso pode resultar em problemas de aprendizado, percepção, atenção, memória, imaginação e raciocínio.

No entanto, há esperança para aqueles que enfrentam demências cognitivas. Uma técnica que tem chamado a atenção é a fotobiomodulação, que demonstrou resultados promissores em áreas como atenção, aprendizado, memória, humor, sono e recuperação de sequelas do AVC.

Dr. Álvaro Pereira enfatizou: “A fotobiomodulação pode ser de grande ajuda no processo de envelhecimento. Com a expectativa de vida em ascensão, o número de pessoas enfrentando declínios nas funções cerebrais básicas, como o Alzheimer, tem aumentado significativamente. Esta técnica não se limita apenas a lesões físicas, mas também pode ser aplicada a problemas comportamentais. Ela melhora a circulação e a atividade das células cerebrais dos neurônios.”

Um dos desenvolvimentos mais notáveis é o uso de capacetes com luzes Led, que visam melhorar a atenção, aprendizado, memória, humor e sono em idosos. Além disso, esses capacetes podem ajudar na recuperação das sequelas do AVC, reduzir o déficit cognitivo em idosos e até mesmo atenuar distúrbios como depressão, transtornos bipolares, transtornos de personalidade e problemas de habilidades motoras finas. Atualmente, esses tratamentos são oferecidos em clínicas especializadas, mas no futuro, pode haver a possibilidade de uso em casa, com supervisão remota de médicos.

O Dr. Álvaro Pereira é um renomado angiologista com uma vasta formação acadêmica, incluindo doutorado em Cirurgia Vascular na Divisão de Bioengenharia do INCOR – HCFMUSP e pós-doutorado no B&H Hospital – Harvard. Suas pesquisas e contribuições para a saúde cerebral estão lançando luz sobre novas abordagens para tratar e prevenir doenças cognitivas relacionadas ao envelhecimento.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado