No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, especialistas em diversidade e inclusão, Kaká Rodrigues e Renata Torres, alertam sobre a crescente necessidade de empresas se envolverem ativamente na promoção da diversidade religiosa no ambiente de trabalho. Apesar das garantias constitucionais de liberdade de crença, os tribunais brasileiros registraram um preocupante aumento de processos relacionados à intolerância religiosa no ano passado, atingindo a marca de 58.232 casos, conforme revelado pela startup JusRacial.
- Kaká Rodrigues e Renata Torres
Renata Torres, cofundadora da consultoria Div.A – Diversidade Agora!, destaca que a intolerância religiosa no ambiente profissional pode resultar em prejuízos morais, desde olhares de desprezo até comentários sarcásticos, levando as vítimas a buscarem a justiça. Nesse cenário, as empresas desempenham um papel crucial na criação de ambientes inclusivos.
- Renata Torres
Com base na diversidade religiosa da população brasileira, onde católicos, evangélicos, adeptos de outras religiões e os sem religião coexistem, as empresas são instadas a respeitar e valorizar essa pluralidade. Kaká Rodrigues, também co-fundadora da Div.A, ressalta a importância de políticas claras, ações educativas e sensibilização para garantir o respeito e a equidade.
- Kaká Rodrigues
As estratégias recomendadas incluem a flexibilização do dress code para acomodar símbolos religiosos, pausas para oração ou meditação, e horários flexíveis para cumprir preceitos religiosos. Para as especialistas, empresas que adotam tais práticas não apenas combatem a intolerância religiosa, mas também contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica, promovendo o bem-estar e a satisfação das equipes.


