O tema da conversa foi sobre o comportamento de homens e mulheres através dos anos. Logo no início, Oscar relembrou os assédios que sofreu na época em que fazia o galã Ralf em O Rei do Gado. Segundo ele, se na época ele reclamasse de algo iria ser apontado como “viadinho”:

“Na época que fiz o Ralph se eu falasse que sofri assédio iriam falar que eu era um gayzão. Tinha mulheres que passavam a mão na bunda, tomavam dedada, davam o telefone, apareciam no teu carro, queriam tirar foto dentro do quarto. Eu falava que era casado, mas a mulherada perdia a linha. Se eu falar isso aí vão falar: deixa de ser gay. Se eu for bater na porta de uma mulher, ela vai falar que estou invadindo a intimidade dela, vai dar maior merda. Mas a mulherada perdia a linha, sim. Só eu sei as cantadas que tomei e o que aconteceu”.

Oscar também criticou a nova geração que hoje em dia não se comunica, não se cuida e interage através da internet: “A juventude de hoje está completamente diferente. Uns moleques de 17, 18 anos gordos, 100 e poucos não estão nem aí, só ficam no videogame e telefone é tudo virtual, não conversam. Homem raiz está acabando, ficando vintage. Não pode perder o cavalheirismo”.
O ator também deu dicas de paquera e ele e Maurício Meirelles conversaram sobre o tipo de relação que hoje homens e mulheres levam com 20 ou 40 anos.
Oscar disse que não se sente à vontade de postar em redes sociais tudo o que acha engraçado, pois tem medo de ofender alguém e isso torna a vida chata:
“Hoje tem que pensar para fazer uma brincadeira. Hoje vou fazer uma postagem e penso: não posso, sou Oscar Magrini e tem que pensar três vezes: eu achei engraçado, mas nem todo mundo vai achar engraçado. Tem gordofobia, homofobia, misoginia. Apareceram ias que a vida ficou chata”.