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Mulheres na Ciência: Dra Ana Comin é a primeira mulher no sul do Brasil a realizar cirurgia assistida com robô britânico

A ginecologista e obstetra compartilha a importante conquista e comenta as vantagens de ter a tecnologia a favor da saúde da mulher

Por Analice Nicolau 17/05/2022 2h30
A ginecologista e obstetra compartilha a importante conquista e comenta as vantagens de ter a tecnologia a favor da saúde da mulher

Desmistificar a saúde e o bem-estar da mulher e proporcionar soluções cirúrgicas minimamente invasivas. Esse é um dos lemas de Dra. Ana Comin, ginecologista e obstetra, com mais de dez anos de experiência na área. Recentemente, a carreira da especialista ganhou mais um marco importante: Dra. Ana se tornou a primeira mulher do Sul do Brasil e a terceira de todas as américas a realizar uma cirurgia ginecológica com o robô médico britânico de alta tecnologia, o Versius.

O procedimento aconteceu no Hospital da Unimed Litoral localizado em Balneário Camboriú. O local foi o segundo do Brasil a utilizar a tecnologia para cirurgias assistidas, disponibilizada pela startup britânica CMR Surgical.

Dra Ana explica os benefícios do Versius e porque esse método cirúrgico é menos invasivo para as mulheres: “Ele é um robô com alta precisão, então em pessoas mais velhas que tem um pouco de tremor, por exemplo, ele vai tirar esse tremor. Ele chega aos lugares com mais facilidade, a pinça dele roda 360 graus, coisa que nossa mão não faz. O Versius também proporciona uma visualização melhor porque é 3D. E tudo isso culmina em uma qualidade melhor para a cirurgia, com menos movimentos bruscos e sangramentos. No caso da cirurgia de endometriose então…faz toda diferença”, desenvolve.

Dra Ana Comin conta que o processo de preparação para realizar uma cirurgia desse porte é longo. Foram muitos treinamentos em São Paulo e no Chile, além de longas formações teóricas e testes. “Depois de cumprir todos esses requisitos, fazemos treinamentos em cadáveres e só depois em seres humanos, mas de forma assistida por um profissional habilitado”, garante.

Lugar de mulher também é no centro cirúrgico

Hora para entrar e sem hora para sair. É assim o expediente nos centros cirúrgicos. Para Dra Ana, esse é um dos motivos que causa o déficit de mulheres que se especializam para se tornarem cirurgiãs. “Ser cirurgiã exige muita dedicação, e às vezes é difícil para a mulher conciliar o sonho de ser mãe, cuidar da família e ainda ser uma profissional de sucesso. Por isso temos um número de mulheres bem menor operando, até mesmo em cirurgias convencionais, e esse número reflete também nas cirurgias de robôs”, opina.

Dra Ana é mãe, esposa, e mãe de pet, e deixa uma mensagem para outras mulheres que desejam investir na carreira de cirurgiãs. “Nem sempre vamos conseguir ser perfeitas em tudo, mas eu amo a minha filha e ela me ama. Se eu pudesse dar um conselho seria esse: nunca se acomodar porque eu sou a prova que é possível”, incentiva.

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