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Turismo de MG pede socorro: secretários se reúnem para pedir flexibilização do Minas Consciente

Secretários e gestores de turismo de 19 municípios do estado enviaram nesta segunda-feira (12) um ofício ao governador Romeu Zema, solicitando uma nova análise dos sistema de ondas, exceto a roxa, do Minas Consciente para reavaliar as regras para o turismo

Por Analice Nicolau 13/04/2021 6h00
Turismo de MG pede socorro: secretários se reúnem para pedir flexibilização do Minas Consciente

O turismo de Minas Gerais pede socorro. Nesta terça-feira (13) às 17h, os secretários, que aderiram ao manifesto, vão participar de uma reunião virtual para discutir o assunto com o secretário Leônidas Oliveira.

Rebecca Wagner, empresária e presidente da Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região (MOVE), juntamente com mais 12 associações comerciais e empresariais, assim como o poder público de 19 municípios, endereçaram uma carta manifesto ao governo estadual para pedir urgência na retomada e na revisão do Programa Minas Consciente para o setor turístico.

Rebecca Wagner, empresária e presidente da Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região (MOVE), juntamente com mais 12 associações comerciais e empresariais, assim como o poder público de 19 municípios, endereçaram uma carta manifesto ao governo estadual

“Estamos enfrentando essa dificuldade desde 2020 e enfrentamos o mesmo cenário em 2021, mas não dá mais para segurar as pontas. Nós sabemos que as vidas são muito importantes, e não queremos voltar a trabalhar como se não houvesse pandemia, mas sabemos que há sim uma maneira de ter turismo, com capacidade reduzida e respeitando as medidas de segurança”, comentou Rebecca.

No documento, diz que, “o turismo em Minas Gerais vem sofrendo muito com as medidas restritivas da Onda Roxa do Minas Consciente, sabemos que a base do plano é salvar vidas, e não discordamos que isso realmente é o que importa. Porém, com todo o período que o trade turístico não trabalhou em 2020 e agora com as restrições de 2021, estamos assistindo, com muita preocupação, a caminhada de meios de hospedagem, restaurantes, lojas, agências, guias, instâncias de governança, entre outros, à situações financeiras extremamente delicadas”.

Além da flexibilização das restrições, o documento enumera outras quatro ações necessárias para salvar empresas e empregos nos municípios, como a inclusão em todas as ondas da abertura de parques, o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Secult) para promoção de Minas como destino seguro, a apresentação de um cronograma de vacinação, com apoio para compra de imunizantes pelo consórcio de municípios, e a criação pela Secult de programa de auxílio emergencial para os trabalhadores da cultura e turismo, utilizando os recursos não usados da Lei Aldir Blanc.

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Entre os gestores de cultura de municípios que assinam o documento estão os de Capitólio, Caxambu, Diamantina, Extrema, Gonçalves, Santa Luzia, Monte Verde, Ouro Preto, Poços de Caldas, Prados, São José da Lapa, São João del-Rei, São Lourenço, Serro e Tiradentes, além de representantes dos circuitos Trilha dos Inconfidentes, Serras Verdes do Sul de Minas, das Águas, Nascentes das Gerais e Canastra e Serras Verdes do Sul de Minas.

Segundo levantamento da Agência de Desenvolvimento de Monte Verde (Move) junto a seus associados, as empresas de turismo deixaram de faturar no período da Onda Roxa cerca de R$15 milhões. “Cerca de 80% do turismo são microempresários e não têm estrutura para suportar lockdown por muito tempo”, comentou.

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