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Karina Bacchi: Fanatismo Religioso ou mudança de vida

Nos últimos dias não se fala em outro tema a não ser como a religião levou o casamento de Karina Bacchi ao fim

Por Analice Nicolau 26/05/2022 6h00
Nos últimos dias não se fala em outro tema a não ser como a religião levou o casamento de Karina Bacchi ao fim

Nos últimos dias não se fala em outro tema a não ser como a religião levou o casamento de Karina Bacchi ao fim. Tem se falado de fanatismo religioso, dedicação extrema à fé, o dualismo entre a religião e o limite de sua interferência na vida pessoal de seus fieis. Para isso a coluna conversou com o neuropsiquiatra Dr. José Fernandes Vilas sobre o ocorrido. Entenda:

Todos nós somos feitos de dúvidas e incertezas, porém de acordo com os anos e as adversidades da vida nossas convicções vão se moldando e a busca para encontrar um equilíbrio entre o real sentido da vida vai se tornando, a cada dia que passa, mais concreto e verdadeiro. Todos nós passamos por fases, erros, acertos, arrependimentos, e isso é que faz sentido, é o que nos faz humano. O homem que serei amanha, jamais será semelhante ao que sou hoje. A vida é um ciclo.

Dr. José Fernandes Vilas

No caso de Karina o que nos chama atenção, é o porquê da interferência religiosa nos desdobramentos de sua relação amorosa. Porque uma pessoa abre mão de uma vida a dois , de anos, por causa da religião? Isso seria fanatismo religioso?

Para entendermos essa história precisamos compreender o que seria o “fanatismo religioso”. Segundo a literatura, fanatismo religioso é impregnação da religião no indivíduo a ponto disso, interferir de maneira totalitária nas suas outras relações sociais. Agora, será que Karina está fanática com a religião?

As mídias tem levado à todos uma única frase de efeito “Karina lê a bíblia de 8 à 10 horas por dia”. Isso denota uma dedicação extrema com a fé, não há duvidas, mas há um outro modo de compreender toda essa dedicação: quando nos apaixonamos por alguém, ficamos tão empolgados, que falamos a todos ao nosso redor, sobre o quanto aquela pessoa nos faz bem, concorda? Isso é uma característica do homem, Uns mais discretos, outros mais transparentes, mas sempre que estamos vivendo uma nova fase, há de se perceber no comportamento, na fala, nas emoções o quanto aquela nova paixão tem feito de bom em nossa vida. A mesma coisa acontece na fé, na profissão, nas amizades, a pessoa tem um insight, isto muda sua vida, e todos percebem.

Tem se falado de fanatismo religioso, dedicação extrema à fé, o dualismo entre a religião e o limite de sua interferência na vida pessoal de seus fieis. Para isso a coluna conversou com o neuropsiquiatra Dr. José Fernandes Vilas sobre o ocorrido

Na fé, como o caso de Karina, observamos que esta, vinha em busca de um sentido existencial, com questionamentos sobre Deus, o lado espiritual, a eternidade, e quando ela encontrou, na fé, algo que a fez ver a vida de outro modo, fazendo com que suas dúvidas fossem sanadas, gera um sentimento de busca, como “sede de água ”ou “fome de alimento”. É como se a pessoa encontrasse o amor de sua vida, ou o emprego dos sonhos, ou a cura de uma doença, ou o filho a uma mãe estéril. A vida parece ter outro sentido.

Se esse encontro foi bom, porque Karina se separou? O real problema acontece quando esse “encontro existencial” não era a mesma busca de sentido da vida que o parceiro. Ele não caminhou para o mesmo lado. Isso gera um afastamento, pois o casal anda em direções opostas, vai levando ao distanciamento como quando tentamos manter uma relação a distancia. Eles separaram pois o interesse mudou, como por exemplo, uma pessoa que ama morar na serra e detesta praia, vai conseguir manter uma relação com alguém que não vive sem o mar? Não. As relações existem por aquilo que temos em comum e não o que temos de desigual. O que é diferente pode até existir mas não pode ser a maioria e sim um detalhe.

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