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Analice Nicolau
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Hospital do Espírito Santo realiza tratamento inovador para câncer no fígado pela primeira vez

Radioembolização consiste na injeção de microesferas radioativas para destruir hepatocarcinoma

Analice Nicolau

14/05/2024 10h00

Pela primeira vez, dois pacientes do Espírito Santo passaram por um novo tratamento para o carcinoma hepatocelular, um tumor primário do fígado. O procedimento foi realizado no Hospital Santa Rita, em Vitória.


A radioembolização é uma técnica minimamente invasiva que injeta microesferas de ítrio 90, uma partícula radioativa, diretamente no tumor, emitindo radiação de maneira precisa. Ela permite ao paciente retornar, em poucos dias, às atividades normais e foi aprovada em 2014 pela Anvisa. Os dois pacientes capixabas do sexo masculino tinham 64 e 82 anos. Dr. Luiz Sérgio Pereira Grillo, médico radiologista intervencionista do Hospital Santa Rita, explica o procedimento. “Essa abordagem visa preservar as áreas saudáveis do fígado, poupando-as do impacto da radiação enquanto concentra sua ação no tecido doente”, afirma.


Os procedimentos convencionais para combater diferentes tipos de câncer são conhecidos há tempos, como quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, usados inclusive contra o hepatocarcinoma. Porém, para tumores hepáticos nos quais o fígado é o único ou o principal local da doença, há possibilidade de atuar com a radioembolização, que chega para ampliar o escopo de tratamentos disponíveis, seja associado ou não aos outros métodos. Grillo ainda explica que, diferente da quimioembolização, em que é aplicado microesferas contendo quimioterápicos nos vasos que nutrem o tumor, a radioembolização injeta as microesferas radioativas para gerar a necrose no tecido doente.


O tratamento está listado no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS), o que significa que todos os usuários de planos de saúde no Brasil têm acesso à radioembolização para tratar o carcinoma hepatocelular. Em relação ao tratamento dos pacientes, o médico informa que ambos já haviam tentado outras formas de combater o tumor. “Os dois foram submetidos a outros tratamentos anteriormente e não estavam mais apresentando respostas. Por isso, indicou-se a radioembolização para o controle da doença do fígado”, pontua.

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