Analice Nicolau

Números de pacientes com síndrome do olho seco cresce durante pandemia; Oftalmologista Gustavo Gubert explica como prevenir

Dr. Gustavo Gubert ainda comentou que, “o perfil dos pacientes com essa anomalia mudou consideravelmente nos últimos 10 anos. Isso porque ficou mais frequente o uso dos smartphones e agora na pandemia

Por Analice Nicolau 07/04/2021 8h02
Gustavo Gubert. Foto: Arquivo pessoal Gustavo Gubert. Foto: Arquivo pessoal

Irritação, sensação de areia nos olhos, vermelhidão, secura e ardor. Esses são alguns dos sintomas da Síndrome do Olho Seco, anomalia que atinge a produção ou a qualidade das lágrimas. E segundo o médico oftalmologista, Gustavo Gubert, na pandemia, os casos aumentaram consideravelmente, alterando também o perfil dos pacientes.

O que a maioria não sabe, é que essa condição era muito comum em mulheres, principalmente depois dos 40 anos quando há alterações hormonais. A síndrome do olho seco é uma condição comum, que ocorre quando as lágrimas não são capazes de fornecer lubrificação adequada para os olhos. Isso pode acontecer por falta de produção ou por uma má qualidade das lágrimas.

Segundo o oftalmologista, “o diagnóstico nessas alterações, qualidade ou quantidade, também vai influenciar no tratamento do paciente, já que esse é um dos fatores essenciais para a resolução do problema”.

A lágrima, ou filme lacrimal, é um líquido produzido pelas glândulas lacrimais. Ela é composta por água, sais minerais, proteínas e gordura, com a função de lubrificar, limpar e proteger o olho das agressões causadas por substâncias estranhas ou micro-organismos

Entre as causas da síndrome do olho seco, estão: uso frequente dos smartphones e computadores, ar condicionado, uso intenso da lente de contato, por mais de 8h, e até mesmo algumas doenças sistêmicas e autoimunes, como, lúpus e artrite reumatoide.

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Gustavo ainda comentou que, “o perfil dos pacientes com essa anomalia mudou consideravelmente nos últimos 10 anos. Isso porque ficou mais frequente o uso dos smartphones e agora na pandemia, aliou-se o uso do computador, no home office. No meu consultório em Itajaí, Santa Catarina, 80% dos casos que atendi são síndrome do olho seco, e na maioria das vezes, o paciente não faz ideia do que seja”.

“No consultório, também foi necessário fazer adequações para o diagnóstico, já que parte dos pacientes possuem os sintomas, mas clinicamente, pode ficar mais difícil para diagnosticar. E quando isso não é feito corretamente, e sem a realização do tratamento adequado, pode agravar para um quadro mais grave”, comentou.

O uso da máscara também pode influenciar na síndrome do olho seco, isso porque o vapor da respiração pode ajudar no ressecamento. “O uso da máscara é imprescindível no momento que estamos vivendo, por isso, é importante também fazer boas escolhas, como por exemplo, usar máscara com divisões, para evitar que o vapor vá diretamente para os olhos”.

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Ainda segundo o médico, houve melhorias no tratamento da síndrome. “Existe um tratamento com resultados do tratamento são imediatos. O i-lux aumenta em uma semana a produção lacrimal”.

O tratamento é feito com a aplicação de lágrimas artificiais, ou seja, de lubrificantes oculares, sob a forma de colírio ou pomada. É indispensável, porém, identificar e controlar as causas do distúrbio.

Além das visitas ao médico oftalmologista, o paciente deve também evitar o uso prolongado do ar-condicionado, lentes de contato e manter uma alimentação rica em ômega 3. “Alimentos como peixes, castanhas e linhaça são alternativas para ajudar a suprir a camada lipídica da lágrima”.

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