Laurent Delache da Foundever destaca ações de acolhimento que transformam o ambiente de trabalho e reduzem o estresse
O monitoramento ativo dos riscos à saúde mental tornou-se uma obrigação legal para as empresas brasileiras neste ano, conforme as novas diretrizes estabelecidas pela Norma Regulamentadora 1 (NR-1) do Ministério do Trabalho e Emprego. Enquanto muitas organizações correm para se adaptar a essa exigência recente, o mercado encontra referências em companhias proativas que já trilham esse caminho de forma voluntária. É o caso da Foundever, líder mundial em soluções de tecnologia para a experiência do cliente, que há uma década investe continuamente em ações estruturadas de bem-estar. Sob a liderança do CEO nacional, Laurent Delache, a marca demonstra que antecipar essas demandas regulatórias consolida um ambiente corporativo saudável e protege o capital humano contra o desgaste ocupacional de longo prazo.
A necessidade de amparar psicologicamente o trabalhador ganha contornos ainda mais complexos quando analisamos os dados do setor de atendimento ao consumidor. De acordo com indicadores da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), o segmento de contact center emprega mais de 1 milhão de pessoas no país, sendo que cerca de 60% desses profissionais possuem idade entre 18 e 29 anos, caracterizando-se como a principal porta de entrada para o primeiro emprego. Adicionalmente, as mulheres representam mais de 70% desse contingente, sendo metade delas negras ou pardas. Esse perfil demográfico jovem e diversificado exige estratégias de retenção eficazes, justificando o reconhecimento da Foundever como uma das 175 melhores empresas do país pelo Great Place to Work em 2025, além de acumular essa certificação pelo quinto ano consecutivo.
A resposta estratégica da companhia a esse panorama se materializa por meio do programa “EverBetter”, iniciativa desenhada para promover o equilíbrio físico e mental dos colaboradores através de práticas cotidianas diferenciadas. O escopo desse projeto foi ampliado nos últimos anos para incluir assistência social contínua, rodas de conversa dedicadas à prevenção ao suicídio e ao combate ao assédio, além de terapias tradicionais. O retorno presencial aos escritórios no pós-pandemia também foi reestruturado com foco no acolhimento emocional, resultando na criação de uma política pet friendly que permite aos funcionários trabalhar acompanhados por seus animais de estimação sob regras claras de convivência, promovendo um ganho perceptível em produtividade.

A infraestrutura física dos escritórios reflete esse detalhamento técnico voltado a quebrar a monotonia e aliviar as pressões diárias das jornadas de atendimento. Nos corredores da empresa, bikes ergométricas ficam disponíveis para uso de lideranças e liderados, servindo inclusive como assento para reuniões gerenciais dinâmicas conduzidas pela própria diretoria executiva. A quebra de rotina inclui sextas-feiras temáticas com caracterização de personagens, uma ampla sala de jogos com videogames e o festival “EverVoice”, que promove competições de talentos. Diante dessas dinâmicas, o CEO pontua que o foco corporativo deve ir além do básico, sustentando que, “Além de monitoramentos que englobam a saúde mental e bem-estar”, o engajamento depende diretamente de um ambiente leve e participativo.
Como alternativa de inclusão socioeconômica e suporte às minorias, a empresa mantém o projeto “VestibulEver”, um programa gratuito de capacitação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que beneficia colaboradores e refugiados, segmento no qual a marca é líder de contratação com quase 700 admitidos. O suporte interno inclui uma equipe técnica de massoterapeutas composta exclusivamente por profissionais com deficiência visual, que realizam massagens laborais diretamente nas estações de trabalho para combater tensões e aumentar a concentração. Essa abordagem multifacetada mitiga os impactos do estresse diário, demonstrando que, para o gestor, lidar com “temas como a prevenção de assédio, exaustão, produtividade, entre outros, é fundamental” para garantir a sustentabilidade operacional.
O avanço tecnológico global da marca, que realiza cerca de 3,3 bilhões de interações anuais em mais de 60 idiomas para 800 marcas em 45 países, serve de plataforma para a introdução de novos mecanismos de suporte operacional. A automação e os sistemas inteligentes são utilizados de forma coordenada para absorver tarefas repetitivas, otimizando o fluxo de trabalho dos mais de 150 mil profissionais ao redor do mundo. Diante desse cenário de inovação digital, Delache reforça que o acolhimento humano precisa ser potencializado pelos recursos modernos, defendendo expressamente “que empresas do segmento apoiem seus os colaboradores durante a jornada de atendimento” de maneira ágil e integrada.
O cumprimento das exigências da NR-1, como a avaliação de riscos ambientais, planejamento preventivo e apoio psicológico remoto ou presencial por assistentes sociais em momentos de vulnerabilidade, deixa de ser um peso burocrático e passa a ser uma vantagem corporativa sólida. A bagagem cultural de Laurent Delache, executivo de origem francesa que escolheu o Brasil há três décadas após prestar serviços militares na embaixada francesa em Brasília, moldou uma gestão focada no respeito à diversidade e na diminuição da rotatividade. No encerramento de sua análise sobre a modernização do setor, ele reitera com convicção que “as ferramentas com inteligência artificial chegaram para diminuir a sobrecarga e dar mais agilidade no processo” operacional contemporâneo.