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Analice Nicolau
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Em entrevista a Antonia Fontenelle, Silas Malafaia é taxativo: “uma coisa que acho feia é bolsominions”

O pastor explicou que os bolsominions produzem fake news vergonhosas de ataque a moral das pessoas. “A gente critica a esquerda e faz a mesma coisa na direita”

Analice Nicolau

01/03/2024 17h30

Na noite de 29 de fevereiro, o programa “Na Lata” no YouTube, apresentado por Antônia Fontenelle, recebeu o pastor Silas Malafaia e a para discutir os eventos mais recentes. O destaque principal foi a massiva manifestação de direita que tomou a Avenida Paulista, reunindo mais de 750 mil pessoas, segundo dados, no último domingo, 25 de fevereiro. Para Malafaia, essa manifestação foi uma demonstração do poder do povo, destacando sua importância como o supremo poder de uma nação.

O pastor assumiu ter bancado a manifestação, afirmando que possui recursos para tal, provenientes de seu trabalho como pastor e de sua editora. Silas teria ligado para Bolsonaro e dito: “eu banco!”. Ele destacou a necessidade de chamar atenção para possíveis arbitrariedades na tentativa de prender o ex-presidente Bolsonaro. Segundo ele, a mobilização foi uma resposta da direita que a esquerda deveria copiar, e teve a intenção de chamar a atenção do mundo para os excessos dos poderes brasileiros na tentativa de prender Bolsonaro.

Fontenelle comparou a trajetória de Bolsonaro no Brasil à de Trump nos EUA, de modo que a mídia se esforça em deturpar a imagem dos políticos. Ela expressou preocupação com as tentativas de prisão do presidente e enfatizou a importância de reagir a essas ameaças. O tema das fake news também foi abordado, com ambos os entrevistados criticando o uso delas, tanto pela esquerda quanto pela direita. Malafaia ressaltou a importância da autocrítica e Fontenelle expressou seu desagrado com aqueles que produzem fake news.

“Uma coisa que eu acho feia, e a gente tem que fazer autocrítica, desculpa a expressão: os bolsominions, que produzem fake news vergonhosas de ataque à moral das pessoas. A gente critica a esquerda e faz a mesma coisa na direita. A esquerda faz isso há anos, aí vem aí a direita e utiliza da mesma estratégia errada para atacar a reputação de pessoas”, reclama Silas.

“Eu te amo, pastor. É isso que eu falo e as pessoas não entendem. Quando eu falo, eles dizem que eu estou virando a casaca, que eu sou uma Joice Hasselmann, porque eu tenho horror a essa gente que comete fake news”, completa Antonia.

Outro ponto discutido foi o conflito entre Israel e Hamas. Malafaia criticou as comparações feitas por Lula e a esquerda entre o conflito e o Holocausto, considerando-as uma afronta à inteligência. Ele destacou a importância de reconhecer a gravidade do Holocausto e condenou a posição de Lula em relação ao conflito.

“O holocausto é uma das maiores manchas na civilização, da humanidade. Mais de seis milhões de judeus foram presos, massacrados com requintes de crueldade. Querer comparar o que está acontecendo em Israel com os palestinos, é uma afronta à inteligência de qualquer um. E outra: o único presidente de um estado democrático elogiado por um estado terrorista. É uma vergonha mundial para o Brasil. Nem as nações árabes elogiaram o Hamas, nem as nações árabes elogiaram a fala de Lula, nem as nações árabes elogiaram o Hamas defendendo Lula, e a comparação do holocausto, nenhuma nação árabe concordou com isso. Essa é a maior asneira que esse cara cometeu em toda história da sua vida política”, pontua Silas.

As medidas adotadas contra os manifestantes do 8 janeiro de 2023 também foram consideradas desproporcionais por Fontenelle e Malafaia, que destacaram a falta de reação por parte dos senadores. No entanto, a entrevista não terminou sem discordâncias. Um ponto alto do debate foi sobre quem poderia substituir Bolsonaro, no caso definitivo de inelegibilidade definitivo. Malafaia sugeriu Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro como possíveis candidatos, enquanto Fontenelle expressou dúvidas sobre a capacidade de Michelle para o cargo.

“Eu não concordo, pastor. Não é pessoal e não tenho nada contra. Não tem preparação, vai continuar essa guerra em cima dela, eu acho que tem que ter preparação, o país está afundando”, argumenta Antonia.

Malafaia insiste argumentando sobre a fragilidade feminina, a simpatia e a capacidade de argumentação dela. “Eu não estou te falando que ela é a melhor ou é a ideal, eu estou te respondendo à pergunta. A política é dinâmica demais, hoje é uma coisa, daqui um mês muda”, afirma Malafaia. “Eu não acredito em Caiado, nem em Zema”, explica. A entrevista terminou com uma oração do pastor para Fontenelle e os 12 mil espectadores que acompanham a entrevista.

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