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Psoríase: Dra. Katheleen Daniotti e Dr. Breno Marzola explicam sobre a doença

Doença acomete mais de 125 milhões de pessoas

Por Analice Nicolau 28/09/2021 4h00
Doença acomete mais de 125 milhões de pessoas

A Psoríase, doença que acomete famosas como Kelly Key e Kim Kardashian, ainda é um grande tabu para a sociedade e até para quem sofre dela. Por isso, consultamos os doutores Kathleen Danotti, reumatologista, e Breno Marzola, dermatologista, que são especialistas sobre o assunto e deram maiores informações.

Segundo os médicos, mais de 125 milhões de pessoas sofrem de Psoríase e deixam o alerta de que a grande maioria não sabe que sofre da mesma, pois muitas vezes o diagnóstico é confundido com câncer de pele, alergias, hanseníase e micoses, além de que o diagnóstico errado pode diminuir a qualidade de vida de quem vive com a Psoríase e não sabe disso.

“A Psoríase não é uma doença do tipo contagiosa, pois é uma doença autoimune inflamatória e compromete muitas vezes vários órgãos”, explica Dr. Breno descartando o mito de que a doença é transmitida através de contatos físicos. Dra. Kathleen complementa: “Quanto mais amor, conhecimento e entendimento só se faz divulgar essa doença”. Segundo eles, os sintomas variam de paciente para paciente, mas os principais são: acometimento da pele com placas avermelhadas descamativas que coçam; inchaço, dores e rigidez nas articulações; depressões e engrossamento das unhas; e pele ressecada e rachada. As lesões aparecem nos pés, mãos, cotovelos, cabeça, partes intimas e até rosto e couro cabeludo.

Dra. Kathleen atenta também sobre a Artrite Psoriásica, que é um dos quadros de Psoríase, que acomete as articulações causando inchaço, calor, vermelhidão e dor articular: “Não é incomum os pacientes relatarem que pela manhã, acordam como um robô com uma rigidez articular. Acredita-se que de 5% a 40% dos pacientes que têm Psoríase, tenha algum comprometimento articular”.

Segundo Dr. Breno, a Psoríase pode ter como causa os fatores genéticos e imunológicos, mas também desencadeada por alguns gatilhos, entre eles, o estresse. “Por se tratar de uma doença cutânea visível, o excesso de estresse pode gerar ansiedade e depressão nos pacientes, desencadeando quadros mais agudos de lesões”, explica.

A Psoríase não tem cura, mas tem tratamento. “Aquele estigma de que Psoríase era uma doença crônica mudou. Hoje, com as novas medicações, temos excelentes respostas e uma qualidade de vida normal”, esclarece Dr. Breno. Por isso, o conselho é procurar o seu médico para o diagnóstico o mais rápido possível e fazer o tratamento mais indicado para o seu caso para que seja possível viver uma vida saudável em todos os sentidos.

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