Especialista da Clínica Leger esclarece os benefícios do laser de CO₂, reforça que o tratamento vai muito além da estética e destaca a importância da informação para a qualidade de vida das mulheres
Aos 43 anos, a atriz e bailarina Carol Nakamura voltou a colocar um tema ainda cercado por preconceitos no centro das discussões ao compartilhar sua experiência com tratamentos voltados à saúde íntima feminina. Ao falar sobre o uso do laser de CO₂, a artista despertou a curiosidade de milhares de mulheres e abriu espaço para um debate cada vez mais necessário sobre a ginecologia regenerativa, especialidade que vem transformando a qualidade de vida feminina por meio de tecnologias modernas e tratamentos personalizados.
Na Clínica Leger, referência em saúde e bem-estar feminino, a ginecologista especialista em ginecologia regenerativa Dra. Fabiane Gama explica que ainda existe muito desconhecimento sobre a finalidade desses procedimentos. “A ginecologia regenerativa não tem como objetivo criar um padrão estético. Cada mulher possui características próprias. Nosso trabalho é restaurar a funcionalidade dos tecidos, aliviar sintomas, melhorar o conforto íntimo e devolver qualidade de vida em todas as fases da vida”, afirma a médica.
Segundo a Dra. Fabiane Gama, o envelhecimento natural provoca alterações importantes no organismo feminino. Com a redução progressiva da produção de colágeno, os tecidos da região íntima perdem elasticidade, firmeza e hidratação, favorecendo o surgimento de sintomas que muitas mulheres acabam encarando, equivocadamente, como parte inevitável do envelhecimento. “Hoje sabemos que não é preciso conviver com dor, ressecamento, desconforto ou perda da qualidade de vida. A medicina evoluiu muito e oferece tratamentos seguros, minimamente invasivos e respaldados pela ciência para devolver saúde e funcionalidade à região íntima”, explica.

Entre os recursos mais utilizados está o laser de CO₂, tecnologia que estimula a produção natural de colágeno, melhora a vascularização local e promove a regeneração gradual dos tecidos. “O tratamento favorece a recuperação da elasticidade, da hidratação e da firmeza da mucosa vaginal. Isso se traduz em benefícios reais para a saúde íntima e para a qualidade de vida da paciente”, destaca a especialista. Ainda de acordo com a Dra. Fabiane Gama, que realiza esses tratamentos na Clínica Leger, a indicação é sempre individualizada. Antes de qualquer procedimento, cada mulher passa por uma avaliação clínica completa, permitindo a elaboração de um protocolo personalizado, que pode incluir o laser de CO₂, terapias regenerativas e, quando necessário, acompanhamento hormonal.
Na prática, essas abordagens podem beneficiar mulheres que apresentam flacidez íntima, frouxidão vaginal, ressecamento, dor durante as relações sexuais, conhecida como dispareunia, além de casos leves de incontinência urinária. São sintomas que frequentemente impactam a autoestima, a vida conjugal e a rotina diária, mas que possuem tratamento. Para a especialista, o fato de mulheres conhecidas compartilharem suas experiências também contribui para ampliar o acesso à informação. “Quando figuras públicas abordam esse assunto com naturalidade, elas ajudam outras mulheres a entender que sentir dor ou desconforto não deve ser encarado como algo normal. Buscar orientação médica é um ato de autocuidado e de promoção da saúde”, ressalta.

Ao compartilhar sua experiência, Carol Nakamura amplia a visibilidade de uma área da medicina que vem ganhando cada vez mais espaço no cuidado integral da mulher. Para a Dra. Fabiane Gama, da Clínica Leger, esse movimento representa um avanço importante na conscientização feminina, mostrando que envelhecer não significa abrir mão do conforto, da funcionalidade e da qualidade de vida, mas sim contar com recursos modernos, seguros e baseados em evidências científicas para viver cada fase com mais saúde e bem-estar.