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Analice Nicolau
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Dra. Ariane Bonucci alerta para perda auditiva e demência no programa “Tha com Tudo”, da Record

Colunista Analice Nicolau

18/09/2026 16h59

A Dra. Ariane Bonucci alerta no programa Tha com Tudo como a perda auditiva afeta o cérebro, aumenta o risco de demência e reduz a autonomia.

A fonoaudióloga Dra. Ariane Bonucci, sócia-fundadora do Espaço da Audição no programa “Tha com Tudo”, da Record

A fonoaudióloga Dra. Ariane Bonucci, sócia-fundadora do Espaço da Audição, explica na TV a relação entre surdez não tratada e risco de demência

Nos bastidores da saúde e da longevidade ativa, uma limitação silenciosa compromete a autonomia e o desempenho de milhares de profissionais pelo país. Durante participação no programa Tha com Tudo”, exibido pela Record por meio do Grupo TH+ e comandado pela jornalista Fernanda Comora, a fonoaudióloga Dra. Ariane Bonucci revelou como a surdez não diagnosticada afeta diretamente a capacidade cognitiva, as relações interpessoais e a permanência de adultos e idosos na rotina produtiva.

Como a perda auditiva aumenta o risco de demência?

A perda auditiva não tratada exige um esforço cerebral excessivo para decifrar palavras, reduzindo a capacidade de processamento de informações e favorecendo o isolamento social, fator associado pela OMS ao aumento do risco de demência.

A fonoaudióloga Dra. Ariane Bonucci ao lado da jornalista Fernanda Comora
Créditos: Thiago Simpatia

Estimativas clínicas apontam que aproximadamente 70% da população com mais de 60 anos apresentará algum grau de declínio auditivo devido ao envelhecimento natural das células do ouvido. Contudo, a  Organização Mundial da Saúde inclui a perda auditiva e o isolamento social entre os fatores associados ao aumento do risco de demência, o isolamento social tem atingido faixas etárias cada vez mais jovens devido ao uso diário de fones de ouvido em volumes elevados. Analisando a degradação dessas estruturas sensoriais, “a exposição frequente a sons intensos provoca uma pressão sonora agressiva que lesiona células do ouvido que não se regeneram, tornando a prevenção o único caminho eficaz”, adverte a Dra. Ariane Bonucci ao defender a mudança imediata de hábitos no cotidiano.

Qual é a importância da avaliação auditiva anual?

A avaliação auditiva anual identifica alterações fisiológicas em fases iniciais, permitindo adaptações tecnológicas preventivas que mantêm a clareza de fala, a compreensão de conversas e a plena participação em atividades profissionais e sociais.

A resistência ao uso de próteses auditivas vem sendo superada pelo avanço do design funcional e das baterias recarregáveis, que substituíram as pilhas descartáveis. Como destaca a especialista em Audiologia Clínica, mestre em Ciências Médicas e sócia-fundadora do Espaço da Audição, “a tecnologia atual devolve a clareza da comunicação e a participação em conversas com praticidade, garantindo que o indivíduo preserve sua independência e a estimulação cognitiva diária”.

A jornalista Fernanda Comora e a fonoaudióloga Dra. Ariane Bonucci nos estúdios da Record
Créditos: Thiago Simpatia

O acompanhamento preventivo da audição deve ser incorporado à rotina anual de exames, ao lado das consultas com cardiologistas e oftalmologistas. Como a irrigação sanguínea do ouvido depende do equilíbrio metabólico, a alimentação e a prática de exercícios físicos também influenciam na preservação da audição. Conforme sintetiza a fonoaudióloga, “o acompanhamento periódico e o diagnóstico precoce preservam a capacidade de comunicação e abrem portas para um envelhecimento saudável e conectado”, reforçando o papel da prevenção na proteção do patrimônio cognitivo e social.

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